sábado, 26 de dezembro de 2015

"ZÉ NOEL" (WALT DI SNEY - ZÉ CARIOCA) - Parte 1

   
Noite de Natal. Os ponteiros se aproximavam velozmente de meia-noite do dia 24 de dezembro.
  Zé Carioca, o nosso principal personagem, era o ilustre Secretário do Papai Noel, atendendo a um anúncio do jornal da cidade local.
  Atarefado com os atrasos e pendências que requer a importante data; no decorrer, tenta dar conta do seu "recado", assumido como trabalho sério, correndo para todos os lados, dando ordens e mais ordens aos três vassalos (duendes) que contratara como equipe de apoio.
  Trata-se de uma história em quadrinhos que transformei em narrativa.
  E a mesma inicia com a fala de Zé Carioca que diz assim:
                                                                                     (Sônia Lúcia)


  - "Mais depressa rapazes! Faltam apenas quatro horas pra meia-noite! O Papai Noel deve vir buscar os presentes que faltam daqui a pouco!" 
  - "Estamos fazendo (puf!) o possível, Zé!" - Respondeu um dos empregados, demonstrando cansaço.
  - "Ainda tenho que ler todas estas cartas do pessoal que encomendou presentes!" - Continuou Zé Carioca, apontando para um imenso saco. 
  - "Então é melhor começar logo, Zé, ou não acabaremos a tempo!"   - Falou um dos vassalos.
  - "Ser secretário do Papai Noel não é brincadeira! Mas esta trabalheira toda vai valer a pena..." - falou o papagaio, já se sentindo estafado.
  E continuando, explicou:
  - "Eu estava sem um tostão pra comprar os presentes de Natal do Nestor e da Rosinha, quando li um anúncio do Papai Noel, no jornal, pedindo um secretário!"
  - "E você foi o único candidato que apareceu, Zé! Todos sabem que o serviço aqui é puxado!" Expressou-se o companheiro.
  - "É... mas eu não tinha outra saída! Bem, eu leio as cartas... E você providencia os presentes!" - Decidiu.
  - "Tá legal!" - respondeu o ajudante, que em seguida pensou: - o jeito de ele falar pega!
Voltando-se para as cartas, Zé Carioca falou com ares de espanto:
  - "Hum... esta menina quer três cangurus de verdade... cangurus de verdade? Onde vou arranjar isso?"
  - "Na Austrália Zé!" - Falou enfaticamente, um companheiro.
  - "Então mande já dois duendes pra Austrália!" Ordenou o papagaio.
  - "Falou cara! Disse seu interlocutor. E em pensamento prosseguiu: - "Outra vez?" - saindo em desabalado voo.
  E com toda rapidez possível, Zé continuou seu trabalho de leitura às cartas.
  - "Humm... bolas, bonecas, quebra-cabeças, autoramas... Tudo isso tem no estoque!" 
  - "Puf! Puf! - arfava um dos duendes, com visível cansaço."
  Mais tarde...
  - "Ufa! Esta foi a última carta! Agora acho que vou dar uma mãozinha pros duendes..." - falou Zé aliviado.
  E eles, cada vez mais fatigados, arfavam: 
  - "puf! puf! - ufa!"
  Até que: - "Pode ir descansar, rapaz! Eu cuido disso!" - Dirigiu-se Zé Carioca a um deles. Ao que foi respondido:
  - "O-obrigado, Zé!"
  Porém, ainda atribulados, prosseguiam o trabalho ajudando um ao outro, separando os presentes:
  - "Sr Patinhas, Patópolis!"
  - "Puf! Está bem! Puf! Puf!" 
  - "Tá! - Concordou Zé Carioca."
  E assim, prosseguiam às futuras entregas:
  - "Sr. Ganselmo, Gansópolis... vovó Donalda, Patópolis... Sr. Gluglielmo, Perusópolis..."
  E de tão tonto que estava, o papagaio repetia:
  - "Patópolis, Gansópolis, Patópolis, Perusópolis..."
  E seus ajudantes continuavam:
  - "Mickey e Minnie, patópolis... Nestor e Rosinha, Rio de Janeiro..."
  Mais adiante, Zé Carioca também prosseguia: 
  - "Patópolis... Nestor e... Nestor e Rosinha? Mas estes são os presentes que escolhi pra eles... e com os quais o Papai Noel, vai me pagar por ajudá-lo hoje!"
  - "Pra Rosinha, escolhi um vestido azul que ela queria há muito tempo..." - continuava Zé Carioca. "E pro Nestor, eu escolhi um guarda chuva igual ao meu! Assim ele para de pedir o meu emprestado pra dar umas voltinhas!"
  E toda a equipe, também não parava de separar presentes:
  - "Pateta, Patópolis... Patacôncio, Patópolis... Srta. Pata Ativa, Boi-Tantã...  
  - Até que todos admirados (!) : - "Ei, Zé! O que aconteceu? - Por que você parou, Zé?"
  - "Hã? por que vocês pararam?" (retornou o Zé) - "Glup! Quem , EU? Nada disso! Vamos lá! Rio de Janeiro... Patópolis..."
  E quase sem pausar, os duendes continuavam:
  - "Patacôncio, Patópolis..."


      OBSERVAÇÃO:
  Por considerar uma narrativa muito longa, me defini por dividi-la em três etapas, com três postagens; trazendo não apenas, melhor conforto, assim como, uma certa expectativa ao leitor, à continuação da história. 
                                 ( Sônia Lúcia )

Imagem do Google                                              

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