domingo, 24 de julho de 2016

" DA ABNEGAÇÃO - O EXEMPLO DA FONTE"

 
 “Um estudante da sabedoria, rogando ao seu instrutor lhe explicasse qual a melhor maneira de liberar-se do mal, foi por ele conduzido a uma fonte que deslizava,  calma e cristalina, e, seguindo-lhe o curso, observou:
  - Veja o exemplo da fonte, que auxilia a todos, sem perguntar, e que nunca se detém até alcançar a grande comunhão com o oceano, junto dela crescem as plantas de toda a sorte, e em suas águas dessedentam-se animais de todos os tipos e feitios.
  Enquanto caminhavam, um pequeno atirou duas pedras à corrente e as águas as engoliram em silêncio, prosseguindo para diante.
  - Reparou – disse o mentor amigo – a fonte não se insurgiu contra as pedradas. Recebeu-as com paciência e seguiu trabalhando.
  Mais à frente, viram grosso canal de esgoto arremessando detritos no corpo alvo das águas, mas a corrente absorvia o lodo escuro, sem reclamações, e avançava sempre.
  O professor comentou para o aprendiz:
  - A fonte não se revolta contra a lama que lhe atiram à face. Recolhe-a sem gritos e transforma-a em benefícios para a terra necessitada de adubo.
  Adiante ainda, notaram que enquanto andorinhas se banhavam lépidas, feios sapos penetravam também a corrente e pareciam felizes em alegres mergulhos.
  As águas amparavam a todos sem a mínima queixa.
  O bondoso mentor indicou o lindo quadro ao discípulo e terminou:
  - Assinalemos o exemplo da fonte e aprenderemos a libertar-nos de qualquer cativeiro, porque, em verdade, só aqueles que marcham para diante, com o trabalho que Deus lhes confia, sem se ligarem às sugestões do mal, conseguem vencer dignamente na vida, garantindo, em favor de todos, as alegrias do bem eterno.”

“Amor é devotamento,
Nem sempre só bem-querer,
Bendito aquele que dá
Sem pensar em receber.”

                    (Sabino Batista)

Fonte: do livro "IDEIAS E ILUSTRAÇÕES" psicografado por Francisco Cândido Xavier por Diversos Espíritos - FEB

Imagem: do Google

sábado, 23 de julho de 2016

UM SEPULTAMENTO DIFERENTE


  Esta é uma história paradoxal por ser DE HUMOR  e ao mesmo tempo de TRISTEZA.
  Começaremos pela tristeza:
  Era uma triste noite de Inverno, sem estrelas nem Lua. E começava a chover.  
  Morrera na véspera, o sr. Jorge Heitor - um comerciante bastante gabaritado por ser a bondade em pessoa, de uma pequena cidade do interior do Pará. A família estava inconsolável. Todos choravam.
  Noite a dentro. Ninguém arredara o pé de perto do caixão. Saiam para pegar um café e o tomavam ali, olhando o finado e lamentando sua morte súbita. Quebrada a rotina, somente as crianças aproveitavam o tempo para brincar uns com os outros, uma vez que diariamente dormiam com as galinhas. 
  Família católica. Chegara o pároco da cidade vizinha logo de manhãzinha. Em seguida foi dado o início à reza até o sepultamento, no cemitério ali pertinho. Enquanto o Padre professava palavras de conforto, reza e cantoria com os demais, as mãos do morto sobre o abdômen começaram a tremer enquanto a viúva imediatamente retirava as suas que estavam sobre as dele; em seguida, um som confundindo-se com o canto dos presentes, começou a tocar alto, vindo da urna que já descia na cova, imediatamente ao sepultamento. Todos pararam de chorar, arregalaram os olhos e saíram em desabalada carreira, atropelando-se uns aos outros, exceto dona Judite, a viúva que desmaiou no local. O padre, embora lívido com o acontecido, respirou fundo e pediu calma, e embora o som perdurasse, a mulher voltou a si  e já sob a calma de todos, lembrou que havia  esquecido o celular ligado no bolso do paletó do falecido pouco antes de o vestirem, uma vez que ali era guardado todos os dias.

  Não é preciso dizer que o funeral foi concluído sob discretos sorrisos de uns e altas risadas de outros. Sem pensar nos comentários  e burburinhos que a cômica situação causara.

     CONCLUSÃO:
  Cuida de te inteirar de que tua presença e o que vier de teu vaso corpóreo, só será aceito por todos, enquanto estiveres respirando.  

                               Autora:  Sônia Lúcia

Todos os direitos reservados.

"O BAMBU E O LIVRO"


 Uma criança pediu ao bambu:
  - Posso cortar você para fazer um anzol?
  - Sinto muito. Amanhã faremos três anos e vamos todos virar LIVROS.
  - Virar LIVROS ? LIVROS de verdade?
  - As florestas são catedrais de livros.
  - Conte essa história direitinho.
  - Nossa família vegetal veste túnicas de fibras longas de celulose, boas para fazer papel.
  - Já sei de papel se faz LIVROS ?
  - Nos livros estão os segredos do mundo.
  - Que segredos?
  - É preciso ler para saber. Se estamos tristes, tomamos um LIVRO, carinhosamente entre as mãos e a tristeza vai embora.
  - Tem certeza?
  -  Tenho. O LIVRO é livre, conta a história dos povos, sua tristeza e alegria, sua derrota e vitória. Às vezes provoca o riso, e o pranto também. É a emoção do coração.
  - Emoção é rima de coração.
  - Pão e revolução rimam com transformação.
  - Fale mais dos LIVROS.
  - Nos LIVROS  há ideias que iluminam o mundo e neles está a busca do saber. O LIVRO nos faz sonhar, viajar pelo espaço, pelo fundo do mar, conhecer a natureza e amar outras pessoas, animais e plantas.
  - Tudo isso?
  - E muito mais: o LIVRO nos ajuda a encontrar a liberdade de escolher nossa vida, de eleger nosso “rei” e coroá-lo de estrelas.
  A criança ficou pensativa. Despediu-se do bambu e caminhou olhando o céu.
  Anoitecera e ela não sentiu o tempo passar.
  - Acho que aquela constelação é feita de letras...
  E foi correndo ver COMO ESTAVAM SEUS LIVROS.

                     Terezinha Éboli (MEMÓRIAS FUTURAS Edições )
                       Agenda do Professor 1994 – Piraí, RJ.


 Ilustrações: Google

sexta-feira, 15 de julho de 2016

UM POUCO DA HISTÓRIA DO DIA DO HOMEM

  Em 15 de julho é celebrado, no Brasil, o Dia do Homem. Entretanto, essa mesma data é comemorada por muitas nações do exterior aos 19 dias do mês de novembro. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.
  No Brasil, a data foi proposta pela Ordem Nacional dos Escritores em 1992. Desde esse ano, as atenções para tal data vêm se tornando crescentes, sobretudo por parte de autoridades políticas e por núcleos de especialistas na saúde do homem. Em se tratando do tema da saúde do homem, o médico Jerome Teelucksingh, de Trinidad e Tobago, tendo em vista exatamente pôr em destaque a saúde do gênero masculino à comunidade internacional, propôs à Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, que fosse criado um dia para tal objetivo. é celebrado, no Brasil, o Dia do Homem. Entretanto, essa mesma data é comemorada por muitas nações do exterior aos 19 dias do mês de novembro. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.
  O dia escolhido foi 19 de novembro. Desde o início do século XXI, muitas campanhas vêm sendo feitas em vários países com o objetivo de conscientizar os homens da importância de cuidarem de seu corpo e de sua saúde. Um exemplo desse tipo de conscientização diz respeito ao câncer de próstata, que atinge grande parcela da população masculina de todo o mundo. Outras doenças relacionadas com o uso do tabaco e de bebidas alcoólicas também são colocadas em questão na oportunidade desse dia.
  Outro dos objetivos da reflexão que propõe o Dia do Homem é a igualdade entre os gêneros masculino e feminino. O alvo principal dessa proposta é a mudança de comportamento com relação a muitas posturas colocadas, tanto por condutas machistas quanto por condutas do radicalismo feminista, que tendem a restringir o debate da valorização profissional e social da mulher e do papel fundamental que o homem desempenha nesse processo.
  Além disso, há ainda a discussão sobre o paradigma do homem contemporâneo, que já não segue o mesmo padrão comportamental do século passado, nem em seu seio familiar nem em seu trabalho ou na convivência com círculos de amigos, etc.
  Sendo assim, tanto o dia 15 de julho quanto o dia 19 de novembro são situações oportunas para esse tipo de reflexão. (Por Me. Cláudio Fernandes )
 Imagens do Google

terça-feira, 12 de julho de 2016

"ONDE MORA O AMOR"



Pedi ao vento amigo
que me levasse até o amor.
Ele disse-me:
Que estava só de passagem
na volta
traria com ele o amor.
Ansioso aguardei,
ao voltar,disse-me que o amor
estava visitando um amigo
só viria no nascer do sol.
Levantei cedo
esperei pelo sol
que surgiu esplendoroso
com sua luz e calor
e disse-me que o amor
estava descansando
na casa de um amigo
mas viria com a lua.
Esperei ansioso pela noite,
quando a lua surgiu
radiante no céu
mas veio só.
entristecido fechei os olhos
que se abriu para o coração
e lá estava o amor.


           Aut: Lucio M. Varanda

Imagem do Google


quarta-feira, 6 de julho de 2016

"O QUE É, AFINAL, A VIDA"

  
"Num lindo dia de sol, por volta do meio-dia, fez-se grande silêncio na orla da mata. Os passarinhos haviam escondido suas cabecinhas sob as asas, e tudo descansava.
  Foi quando o Bem-te-vi espiou por entre as folhagens da árvore e perguntou: "O que é, afinal a vida?"
  Todos se surpreenderam com essa pergunta difícil. O Bem-te-vi deixou seu galho, deu uma grande volta pelo campo e voltou, em seguida, ao seu lugar, à sombra da árvore.
  Uma Roseira, à beira do caminho, estava, nesse momento, abrindo um botão. Desenrolando uma pétala após outra, dizia: "A vida é só alegria e brilho". 
  Por entre o gramado denso, uma Formiga carregava uma haste dez vezes mais longa do que ela própria. Numa parada para descanso, disse: "A vida não é mais do que trabalho e cansaço".
  Uma abelha, voltando de sua excursão pelo campo, carregadinha de néctar, observou: "A vida é um misto de trabalho e prazer". 
  Ouvindo estas reflexões sábias, o Botão não pode deixar de dar seu palpite: "A vida? A vida é uma luta no escuro". 
  Quase teria dado briga entre os animais, se não tivesse começado a chover. E a Chuva dizia: "A vida cnsiste de lágrimas, só lágrimas". 
  E a Chuva seguiu adiante, para o mar, aí, as Ondas se jogavam com toda a força contra a rocha e gemiam: "A vida é uma luta constante e sem êxito por liberdade".
Muito alto, no céu, uma Águia perfazia círculos majestosos, ela exultava: "A vida é um esforço para subir".
  Não muito longe da margem, estava uma Árvore; já curvada pela tempestade, disse: "A vida é inclinar-se sob uma força maior".
  Então veio a noite, silenciosamente. Uma Coruja deslizava pelo campo, em direção à mata, e disse: "A vida é aproveitar as oportunidades, enquanto outros dormem".
  Finalmente, o silêncio cobriu o campo e a mata, após algum tempo. Chegou um Jovem e caiu na relva, cansado de dançar e beber: "A vida é uma busca constante de felicidade e uma longa corrente de decepções".
  De repente, a Aurora se levantou em todo o seu esplendor, e disse: "Assim como o Dia é um instante da vida, assim a vida é um instante da Eternidade".
                 Texto pesquisado na obra "VIVER E CONVIVER -
Dinâmicas e textos para diferentes momentos" (Pe. Canísio Mayer S.J.)                                                                                                                        Ilustrações do Google                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

segunda-feira, 4 de julho de 2016

"COMO CERCAR O UNIVERSO"


  “Era uma vez um fazendeiro. Ele chamou um engenheiro, um físico e um matemático, e também lhes deu um pedaço de cerca, e então lhes pediu que achassem um jeito de cercar o máximo possível de terra com o mínimo possível de cerca.
  O engenheiro dispôs a cerca numa circunferência e disse:
  - Não há jeito mais eficiente de  cercar o máximo possível de área.
  O físico dispôs a cerca numa linha reta e explicou:
       - Podemos assumir que esse segmento de reta continua ao infinito nos dois sentidos, e assim eu acabei de cercar metade do planeta Terra!
  O matemático rio da cara dos dois. Quando parou de rir, pegou um pedacinho da cerca e a dispôs à sua volta; ele mal podia se mover dentro do cercado. Então, proclamou:
  - Eu me declaro do lado de fora!”
FONTE:

Texto extraído da revista “CÁLCULO – Matemática para todos” ano:2012

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