terça-feira, 16 de julho de 2019

"UM FATO REAL"



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“O homem, de pijama, abriu a porta principal da casa em que reside e chegou até o portão, coisa que, raramente, acontece.
 Olhando em frente, avistou do outro lado da rua, sentada no meio fio, uma velhinha, de lenço na cabeça, pensando, talvez, em seus problemas do dia-a-dia.
 O homem teve vontade de abrir o portão e ir ao encontro da velhinha, mas de pijama não era possível. Esperou que passasse alguém por perto do portão. Não decorrera um minuto, apenas um minuto, e apareceu uma senhora, ele solicitou chamasse a velhinha, a quem desejava, talvez por intuição, auxiliar. Prontamente o pedido foi atendido e a velhinha atendeu ao chamado. Aproximando-se do portão, o homem falou mansamente com a velhinha, acabando por oferecer-lhe um donativo.
 Sorrindo, meigamente, a velhinha recebeu o que lhe fora oferecido, dizendo: - Quando precisar de mim, me chame, e afastou-se lentamente, não podendo, no entanto, o homem seguir seus passos. Embora permanecesse no portão, não mais a viu.
 Até hoje, o homem não se esquece daquela velhinha de lenço amarelo na cabeça, sentada no meio-fio da rua em que reside, que lhe disse meigamente: - Quando precisar de mim me chame.
 Se alguém puder explicar o acontecido, que explique, porque o homem não tem a menor ideia, a respeito. Ele nunca precisou chamar a velhinha de lenço atado na cabeça, porque ela não sai do seu pensamento. ”

Fonte: Coletânea de Mensagens de José (Vol.29 -3ª edição do vol.2).
Edição: Artur F. da Costa
Médium: Hélcio Eugenio de L. e Silva

Imagens do Google sem nenhum interesse lucrativo


Imagem relacionadaPostagem: Sônia Lúcia




terça-feira, 25 de junho de 2019

UMA PASSADA NO TEMPO

   Imagem relacionada
  Eis que nos aproximamos do final de junho. Antes tão alegre e festejado efusivamente. O mês das celebridades religiosas: Sto.Antônio, o casamenteiro, São João, simbolizando na fogueira, o seu nascimento, São Pedro, Chaveiro do Céu e São Marçal, relacionado à proibição do Bumba meu boi da época, e fechando  magnificamente a quadra. Mas hoje ainda podemos nos deparar, com mais proximidade, da gastronomia típica de nossa região e circunvizinhos. Junho é também o mais lírico mês do ano, já que, muito antes de maio terminar, a mídia ressalta e embala os amores de forma especial nas redes sociais e meios de comunicação: 
   É "O Dia dos Namorados", festejado e respeitado por toda a sociedade, ainda que não se tenha um parceiro do amor, mal começa o mês junino. Este que já fora o mais alegre do ano. Pois em tempos idos, tínhamos muita alegria à esquina de cada rua e animações em todos os bairros de Belém,   com toda a segurança. Quando as pessoas se reuniam para festejar cada Santo do mês com fogueiras, balões, fogos diversos, vendidos por toda a parte para a criançada, era uma animação geral. Mês do barulho musical, foguetório e do calor do fogo das fogueiras de verdade. Havia união entre os vizinhos que se organizavam para o preparo das comidas típicas, visando reunir amigos e parentes para a diversão tradicional, tão esperada de todo o ano. E que, entre elas estava, o bate papo das velhas amizades e parentada  das famílias responsáveis pela festança. Rolando também apresentações de quadrilhas, casamentos na roça, pássaros, boi bumbás, etc. E não podia faltar a música dançante tocada nos pops sons da época. Eram músicas feitas no ano em curso para unir-se aos baiões do ilustre e imorredouro cantor Luiz Gonzaga entre outros.
   Ah! Quanta saudade desses tempos falido, onde a inocência era regra geral. Em tese, não se conhecia a pedofilia, o assalto, a violência doméstica e a criminalidade banal; hoje tão  disseminada e com frequência abusiva no mundo; onde havia principalmente, o respeito pela vida humana, atualmente caída nos becos da naturalidade.
   Mas como resolver? Creio que então, devamos conservar o que nos resta, dando VIVA! às coisas boas, revendo  o saldo positivo do qual ainda dispomos, considerando o homem como um todo. Ainda que sendo visto sua perversidade  por muitos de nós, não devemos generalizar. Sem deixar de lembrar também, que não há quem não possua parte da identidade Divina em sua alma, já que somos genuinamente, Filhos de Deus. E, em algum momento Ela vai fluir de dentro para fora.

                                                     Postagem e autoria de Sônia Lúcia

Imagem do Google como ilustração.
    

























































































segunda-feira, 24 de junho de 2019

Amizade inusitada entre arara e cão chama atenção



   Dessa vez, o blog das "Histórias..." se depara mesmo com o real interessante e  até, cômico. Uma reportagem em vídeo! Depois da qual, outras se seguem! O que vem comprovar o meu ecletismo como amante que sou da nobre arte da leitura e da escrita. Mas dessa vez, não foi proposital, e sim, meio por acaso... quando eu buscava algum tipo de entretenimento nessa mesma área...
   Deixo aqui então, fazendo parte das minhas publicações, essa reportagem do you tube, a quem  de antemão sou grata pela oportunidade de mais esse enriquecimento.
      Vamos agora, conferir.
      Obrigada!!!
                         Pesquisa e publicação de Sônia Lúcia


  

quarta-feira, 5 de junho de 2019

"ABELHINHA MIMOSA"


Resultado de imagem para uma abelhinha feliz com gifs"Mimosa,
é uma abelhinha muito feliz,

leva a vida cantando
viver para ela
é uma grande festa.
Quando chega no jardim
para colher pólen e néctar,
cumprimenta e conversa
com suas amiguinhas flores.
Quando as flores
veem mimosa chegando
se abrem em sorrisos,
e quando uma flor
não está bem,
com muito respeito
ela vai para outra flor.
Certo dia
a abelha rainha
quis saber o motivo
de tanta alegria em servir,
perguntou para Mimosa
que carinhosamente respondeu:
adorada rainha,
tenho muita gratidão a Deus
pela vida.
Posso voar,
conhecer lugares lindos
e vivo cercada de amigos.
minhas amigas flores me fornecem
pólen,para alimento
néctar,para adoçar a vida das pessoas
além do mais
tenho muito respeito
por toda criação,
pois em tudo vejo Deus
meu criador.
Pediu licença
saiu voando e cantando feliz.
A rainha,
ficou admirando Mimosa
que ao voar,
suas cores brilhavam
envolvidas de muita luz.
Encantada a rainha pensou!
Se todos fossem como Mimosa
o mundo com certeza
seria um lugar bem melhor
de se viver".
                             Aut.: Lucio M. Varanda

Postagem: Sônia Lúcia
Imagem do Google apenas com fins ilustrativos

quarta-feira, 29 de maio de 2019

UM BEM-TE-VI DANÇARINO

  

Resultado de imagem para um bem te vi a cantar
   Vivia um  passarinho a dançar com seus próprios cantos. E assim, todos os dias, ensolarados ou não,  lá estava ele cantando e bailando em círculo. Aparecendo, então, uma águia que ficou a espreitá-lo à distância. E como achara muito estranho tal comportamento, observou, observou... por longo tempo. Gostava do que via, queria chegar perto, mas sabia que iria assustá-lo. E "inteligente" como é, achou mais prudente pensar antes de se aproximar, pois achava-o interessante e queria dizer alguma coisa para aquele amiguinho dançarino de asas como ele.

   Passaram-se alguns dias. E dia sim, dia não, lá estava aquela águia observando o bem-te-vi, tão pequenininho a dançar. Até que um dia o encontrou triste, o que lhe encorajou a se aproximar. Viu lágrimas nos olhos do pequeno cantor. Foi chegando mais perto até espantar o bichinho. Voltou atrás e inquiriu de longe para não assustá-lo mais: - "por que choras bem-te-vi. Em que posso ajudá-lo"? Sem obter resposta continuou:  -"não fique com medo. Sou da paz, pois venho te observando desde a última primavera. Teus cantos são muito bonitos. Dom maravilhoso este que Deus deu a tua espécie"


  O bem-te-vi arredondou mais seus olhos, com certa expressividade no olhar, e começou a falar com o novo amigo:  
   - "Sabe, eu era feliz. Até poucos dias atrás tinha a minha família, morávamos todos juntos, mas só eu tive meu dom duplicado: cantar e dançar. Porém chegaram uns homens maus e atearam fogo nas árvores de quase toda a floresta. Minha casa não escapou do ataque, só eu sobrevivi porque apanhava gravetos longe dali para os meus filhotes. Desde então, não sei mais cantar... chuif"...
   - "Amigo, de nada adianta ficar revoltado, pois não tens mais como recuperar a tua família. Mas deves viver o teu luto com resignação, dando-se um tempo, embora não viva só para ele. Dê sequência a sua vida que por si só, já é muito curta. Pensa que um dia, em breve, estarás entre os que foram tua família aqui". 
   E continuou: - "Se concordares, te levarei  para um lugar onde os solitários ficam por um período, até se ajustarem emocional e fisicamente à sua nova vida".
   E com a ajuda de D. Águia e de amigos diversos, certo tempo depois, estava refeito, já tendo feito amizades e nova família. Nosso animalzinho voltou novamente a cantar e dançar como antes. 


Moral da estória:  
                  
      O tempo consegue consertar  todos os desacertos da vida, desde que saibamos respeitá-lo, esperando com paciência o momento certo.
                                    Aut.: Sônia Lúcia

Obs.: À autora todos os direitos.


Imagem do Google, apenas  com finalidade ilustrativa.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A GALINHA E A MINHOCA

  
Resultado de imagem para A galinha e a minhoca
 Certo dia, de manhã bem cedinho, uma galinha acordou primeiro que as companheiras, muito alegre, cantarolando baixinho, para que ninguém a ouvisse.  Mas como estivesse com muita fome, desceu do seu enorme galinheiro dizendo:
   - Vou aproveitar minha disposição e meu apetite de hoje, e não vou comer milho. Eu vou agora mesmo é procurar minhocas sozinha!
Nessa mesma hora, ia passando uma... e esperta como era, a minhoca ouviu o que disse a carijó e imediatamente se escondeu, após avisar sua espécie, rapidamente por onde passava.. E foi para longe dali.
   A galinha procurou, procurou, mas não encontrou nenhuma minhoca.
E já morrendo de fome e cansada, voltou para sua casa muito triste.
   Após descansar um pouco no seu poleiro sob os olhares de zombaria e cochicho das companheiras que diziam: 
   - Bem feito! Quem  mandou ser gulosa e egoísta!
    Ela reanimou-se e amarela de fome disse:
   - Para não morrer de fome, vou esperar a hora para comer meu delicioso milho.

              Texto adaptado da fábula original, (a qual, desconheço o autor) 
            por    SÔNIA LÚCIA

Conclusão pessoal:

- O comportamento da galinha mostra que por trás de um "esperto", há um outro mais esperto ainda. Por isso seu plano falhou.
- Quando o projeto é isolado, em geral, não há como dar certo.
- Engana-se quem pensa estar enganando.
- Perdeu por ser egoísta.
                                                 SÔNIA LÚCIA
Imagem do GOOGLE

sexta-feira, 19 de abril de 2019

CAUSO DO BASTIÃO

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 Venho cá prosear um causo contado pelo caboclo Bastião nascido em cidade grande, mas circunstâncias da vida fizeram com que se criasse na roça desde que era molequito, enrolado nos panos logo ao nascer, indo lá pro interior no Norte do Brasil. Aí nosso Bastião cresceu taludo e "bunito", afeiçoando-se grandemente pelas coisas do lugar: seus rios, floresta, clima, "custumes" todos dali. E de maneira "arguma" quer sair pras bandas da cidade grande. Como ele fala.
   E como não pode deixar de ser, nosso personagem conhece inúmeros causos que fica sabendo, e até vivenciado por ele mesmo. E entre esses, conta um da Matinta Perera. A lenda mais discutida pelos moradores, divergindo um pouco entre um ou outro contador.
   Vamos então ao "fato"  mais contado por Bastião:
   "- Certa vez, eu inda era pirralhinho saído pouco tempo dos cueiro, mas já começava a olhá minina. E fui engraçar logo da mais linda. A que morava no povoado vizinho. Daí proveitei um domingo, hora da Missa. Minha famia se prontava e eu embromava pra me escondê de todos e não ir. Roupa novinha, cherozo, todinho rrumado saí pra  festa que ia ter lá naquele lugarejo. Ela ia tá lá! Eu sabia! Ninguém me viu sair. Travessei roçado, pequena foresta... e  muito nervoso; tinha que dá certo! 
   Lá, a mina nem me deu bola e eu atrás, pouco discreto, tabulava conversa. Vezes disfaçava. Até inventei ser filhado de um fazendeiro rico: seu Nhonhô. E a mãe dela só me olhando de longe. A princesinha nem ligava pro que eu dizia, só piscava e me cutucava e eu num atentava... Mal sabia eu que o povo dali tinha a mãe dela como D. Matinta. A menininha deu um jeito de se sair sem que eu visse. Percurei, percurei e nada! Lá pelas tantas, vi as horas. Com medo de uma sova, resorvi ir bora, mas a véia já se perparou pra me sustá. Noite de Lua grande, a claridão ajudava a ir ligeiro. De repente vi aquele bicho com asa muito grande e preto, parecido urubuzão; voava bem pertinho da minha cabeça. Piava que nem bicho doido! Tremia todo de medo! Me sujei todinho de lama! Lá se foi roupa nova! Cheguei em casa quando me procuravam. Passei direto por todos. Tremendo que nem varinha verde, e todo sujo e borrado nas carça! E o bicho bateu as asa com força, voando desimbestado pra longe! Notro dia, num falaram notra coisa... Diziam que era um Rasga-mortalha. D. Matinta se transformou no bicho, como d'outras vezes.
   Querem saber do resto? Apanhei uma surra com a roupa borrada e nunca mais vi a mina! Kkkk..."
                                        Autoria de Sônia Lúcia

      OBSERVAÇÃO:

  A história, ou melhor, o "causo" acima, tem a minha autoria em toda a sua totalidade. Não havendo, portanto, cópia de nenhuma obra já existente (completa ou parcial). Tendo como estímulo meu próprio dom e criatividade, cultivados no meu dia-a-dia por toda essa vida.
  Meus agradecimentos aqueles que, de alguma forma, me incentivaram e incentivam hoje, a continuar na persistência de realizar o meu sonho em conseguir meus direitos autorais totalmente legalizados, para assim ser possível a publicação de, pelo menos, um livro meu, lançado no mercado. 
   Obrigada!!!

      NOTA:  


   O conto que acabei de criar tem como principal característica, a linguagem caboclês própria dos "causos" (que são normalmente,  histórias com veracidade duvidosa contadas e recontadas pelo povo). Além de propiciar ao leitor um pouco de humor, a fim de torná-lo mais atraente. 
   É preciso que o caro leitor(a) saiba também, que possuo nesse blog  285 postagens aproximadamente, até a presente data. E dentre elas, 53 histórias, são de minha  total autoria, até hoje publicadas (incluindo: contos fictícios, fábulas, etc. para adultos e/ou crianças). 
 "CAUSO DO BASTIÃO" é a minha primeira criação lendária, também fictícia. Por isso, talvez, possua algumas falhas no que se refere à mistura de dialetos.

      Imagem do Google apenas com fins ilustrativos.