quarta-feira, 10 de maio de 2017

A RECOMPENSA NO DIA DAS MÃES ( Parte III )

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Passado alguns dias do grande susto da família Sena. Era sábado. Véspera do Dia das Mães. D. Lucília, quase recuperada. Feliz com seus filhinhos que, de quase nada sabiam, a não ser o básico ou seja, a mãe adoecera nas ruas, perdendo o contato e o pai criminoso por tê-los abandonados.
   Descobriu-se ainda que mandara preparar uma sepultura para quando a mulher morresse pelo abandono que causara, ele apareceria inventando uma história macabra para todos, uma vez que o jazigo já estava preparado. Submetido a alguns exames, foi diagnosticado que ele tinha uma doença mental grave e degenerativa e a partir daí surgiram  crises convulsivas frequentes, agravadas pelo excesso de bebida misturadas e uso de drogas, diante disso, ficaria em cela solitária, com saídas para a emergência hospitalar, até que chegasse o final para ele, porém, nos momentos de lucidez, vinha o arrependimento, e ele chorava, pedindo a presença da família.
   Enquanto isso, filhos e esposa se beneficiavam com o um super sorteio de um supermercado bastante generoso na véspera do domingo das mães do qual foram agraciados.
     Eis então, que a Grandiosa mulher, uma vez contemplada, mudou completamente sua vida naquele FELIZ DIA DAS MÃES e algum tempo depois, empregou-se num grande comércio que ficava a uma quadra de sua casa, totalmente recuperada por tudo de mal que passara.

                                 Sônia Lúcia

 A autora todos direitos.

Foto do Google.

terça-feira, 9 de maio de 2017

A CRUEL VINGANÇA - Parte II

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Era início de maio. Aproximava-se o DIA DAS MÃES. As crianças eufóricas, preparavam as lembrancinhas às suas mamães com as  professoras  na escola, enquanto isso, o pai ardiloso e mau caráter executava um plano diabólico que vinha planejando na surdina. E com sua bondade mascarada, buscou as crianças na escola. E todos ficaram surpresos e o admiraram mais por isso, uma vez que já vinha plantando a falsa semente da bondade nos corações ingênuos de quase todas as  pessoas em volta daquela família. 
Ao chegar em casa, as crianças ficaram esperando pela mãe que deveria chegar com o almoço, porém as horas se passavam, e nada. O pai muito "bondoso" saiu à sua procura e também não retornou. A vizinhança percebendo o choro, se desvelou em cuidados. Já banhados, deram-lhe o alimento e aquietaram os coraçõezinhos já sofridos desde que nasceram. Ao anoitecer as crianças não continham mais o pranto e, enquanto duas vizinhas ficaram consolando-as, três delas reuniram-se e foram à Delegacia. Imediatamente iniciaram as buscas de ambos: pai e mãe.Nessas alturas todos já suspeitavam daquele marido e pai insano. Eram muitos os boatos, apesar da cidade ser pequena, os bairros da periferia se distanciavam a meia-hora de distância entre um e outro.
Três dias se passaram e todos desesperados! As crianças se negavam comer ou brincar. Pediram reforço policial. Vizinhos mais abastados, contrataram detetive. Fizeram buscas nas Rodoviárias e Aeroportos. E no final do quarto dias, uma pista. O sujeito foi visto em um bar em um bairro distante dali e muito bêbado, falava de uma "aventura" que pensava fazer, dizia ele. Mais um dia e o encontraram caído próximo daquele bar, tendo sido levado aos tombos, se entregava no seu discurso de embriagado, pois propositalmente, deram-lhe bebida misturada e em grande quantidade, mas não esperavam que o efeito quase o levasse a morte.
No leito do hospital, já fora de risco, ele foi entrevistado e, não tendo mais como negar seu envolvimento, contou do sequestro e assim foi levado ao cativeiro descrito por ele mesmo. Encontraram D. Lucília amarrada, bastante machucada com frio, sede e fome. Preso o perverso, levaram a pobre mulher ao hospital mais próximo, quase desacordada.
As crianças, no início assustadas, mas logo depois muito contentes em ter a mãezinha de volta, e fora de perigo. família


Obs.: Mais uma vez a saga é interrompida como pausa para a 3ª e última parte da triste história de uma alma que muito necessita do amor de Deus em seu coração e dos princípios das Leis Morais em sua vida.

Vamos aguardar o que Deus tem pra toda aquela dilacerada família. 

                                                  Sônia Lúcia

A autora todos os direitos
Imagem do Google

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A GRANDIOSIDADE DE UMA MULHER - Parte I

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  Certo  homem muito mau chamado Jacinto Sena morava na periferia de uma cidade grande, com a mulher e sete filhos, sendo três mulheres e quatro homens, dois dos quais, gêmeos.
 Alcoólatra, fumante inveterado, consumia bebida alcoólica diariamente, passando o dia inteiro nos botecos do bairro onde morava. A noite ficava nas praças e ruas próximas ao mercado até pelas tantas... quando não tinha mais a companhia dos comparsas e o frio lhe atacava o corpo. Ocasião em que vestia-se de animal raivoso e planejava, andando trôpego, pelos becos e vielas, até chegar à casa, para o tratamento que ia dar para sua pobre esposa e coitados  filhinhos que tinham entre  1 e 8 anos de idade. Era Mecânico de Autos, porém estava desempregado há dois anos, nem procurava mais serviço. Sem trabalho e sem futuro e com apenas 30 anos de idade. D. Lucília, com 28, formada de professora de crianças, sem família na Capital, já que viera ali para estudar, não tinha quem a ajudasse e nem condições de empregar-se, devido todos os seus afazeres domésticos. Fazia bicos. Um aqui outro ali para sustentar a família, trabalhando como lavadeira, ajudante de cozinha, serviço de limpeza e até braçal. Vez ou outra chorava contando seu sofrimento das misérias pelas quais passava para alguma pessoa amiga. Porém era incapaz de acusar o pilantra do marido pelos maus tratos que ele fazia, porque o amava e tinha esperança de vê-lo mudado. No entanto, ao ver D. Lucília desse jeito, pois cansada chegava ao final da tarde depois  de passar por algum comércio para providenciar o alimento da família, que ia preparar, e ainda passar na escola para pegar as crianças, algumas vizinhas lhe diziam: - Larga esse homem! Ele não serve pra nada! Além de lhe dar despesa, a maltrata todos os dias! Está acabando sua mocidade e sua saúde! 
   Mas ela calava, pois tinha medo devido as ameaças com que ele a afrontava.
  Até que, denunciado por algumas boas vizinhas, foi visitado pela polícia do bairro, sem flagrante algum que não fosse a boa vida que levava, seu Jacinto foi apenas advertido por policiais, para um termo de bom viver. Tremia de medo do castigo de ser preso, o covarde sujeito resolveu fingir que concordava, no entanto tramava um plano diabólico de vingança contra a mulher, achando que partira dela as queixas à Polícia. Chegou a arrumar uns bicos de trabalho, se aquietando e fingindo ficar bonzinho, para ganhar confiança  de todos.  
                         Sônia Lúcia
   A autora todos os direitos autorais.

Obs.: Aqui faço uma pausa para não cansar o leitor , assim como, causar um certo suspense à história.  
Foto acima do Google 

domingo, 7 de maio de 2017

"SE AS COISAS FOSSEM MÃES"

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Hoje, vou contar aqui, uma história de mãe, mas é uma história diferente, onde tantas coisas poderiam ser mães, escritas por alguém muito criativo.
   Uma história cômica. Muito interessante, sem o romantismo habitual e onde o sensacionalismo da maternidade não existe. 
   Amei!

  E se você se despojar um pouco das corrente e amarras do que é ser mãe em geral, para todos nós, acho que você também vai amar!
   Confira!!!
                         Sônia Lúcia
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domingo, 19 de março de 2017

TODDYNHO, UM ESQUILO PERALTA

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  A história que vou contar é de um esquilo muito peralta que, por ter sido encontrado em condições precárias de um cativeiro abandonado, fora abrigado em uma reserva ambiental de animais por nome: BOSQUE ENCANTADO em companhia de outras diferentes espécies. Porém, tão logo recobrara sua saúde, já começara com algumas peripécias. Começou se encantando com d. Coelha, mas logo recebeu advertência de seu Coelho, muito aborrecido, por sinal. Procurando desculpar-se depois com este.       
   Considerando que não havia mais de um ou dois animais da mesma espécie, nosso personagem Toddynho, como se chamava, custou a encontrar sua predileta e vivia aos suspiros se apaixonando por animais parecidos com ele.
  Ali todos os animais tinham nome. Seu tratador muito carinhoso, lhe colocara este, por ter sido encontrado, certa vez, na cozinha do Bosque, surrupiando um resto do "Toddy" na vasilha onde ele tinha acabado de beber, daí adveio o nome pela semelhança da cor.
  Vaidoso como era, passava a maior do tempo nos troncos de árvores a exibir sua linda cauda em tons matizados de preto e marrom avermelhado. 
  Um dia, achando-se entediado, tentou fugir, porém foi resgatado logo em seguida, ainda na porta do Bosque. Aquietou-se durante um tempo, até conhecer uma parceira que ali chegou tempos depois e que, de imediato simpatizou-se com nosso personagem.
   Nesta reserva, os tratadores costumavam fazer a "união legal" dos pares que se afinizavam. Era um casamento adornado da alimentação predileta dos animais e ali mesmo faziam algo semelhante a uma festa: com balões e serpentinas e, pasmem! até música severamente selecionada... junto com o arroz jogavam-lhe confetes . Tudo colorido, até o arroz! 
   Com o tempo, procriaram muitos filhotes e tiveram que sair do Bosque para viverem em um anexo, recém construído para espécies em quantidade maior que um par.
  E assim, finalizo meu conto que não é de fadas, mas sim, de animais, com a velha e conhecida frase: "... e assim foram felizes por toda a vida."
          Aut.: Sônia Lúcia

  A autora todos os direitos reservados.

CONCLUSÃO:


   A simples historinha vem mostrar a socialização existente entre os animais irracionais, chegando a superar-nos! E sugerir que a  raça humana  possa desenvolver atitudes de igualdade e afinidades superiores aos de espécies inferiores, assim como a solidariedade, a humildade e tudo mais que possa ser observado por tratadores que preencham requisitos de traquejo, sutileza e carinho para com os animais que estejam sob os seus cuidados e observância.
                             Sônia Lúcia

A autora todos os direitos  reservados.

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HOJE É DIA DE SÃO JOSÉ, PROTETOR DA SAGRADA FAMÍLIA

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  São José, esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família

  Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.
  Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.
  Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.
   No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.
   “Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24).
O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.
   Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.
   Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.
   São José, rogai por nós!
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sábado, 4 de março de 2017

"A FORMIGUINHA E A NEVE"

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   Certa manhã de inverno, uma formiguinha saiu para seu trabalho diário.
   Já ia muito longe, à procura de alimento, quando um floco de neve caiu - Pim! -
e prendeu o seu pezinho!
   Aflita, vendo que não podia livrar-se da neve e iria assim morrer de fome e de frio, voltou-se para o sol e disse:
   - Oh, sol, tu que és tao forte, derrete a neve e desprende meu pezinho...
   E o sol, indiferente nas alturas, falou:
   - Mais forte do que eu é o muro que me tapa!
   Olhando então para o muro, a formiguinha pediu:
   - Oh, muro, tu que és tão forte, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho...
    E o muro que nada vê e muito pouco fala respondeu apenas:
    Mais forte do que eu é o rato que me rói!
    Voltando-se então para um ratinho que passava apressado, a formiguinha suplicou:
    - Oh, rato, tu que és tão forte, que róis o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho... 
    Mas o rato. Que também ia fugindo do frio, gritou de longe:
- Mais forte do que eu é o gato que me come!
 Já cansada, a formiguinha pediu ao gato:
 Oh, gato, tu que és tão forte, que comes o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho...
    E o gato sempre preguiçoso, disse bocejando:
    - Mais forte do que eu é o cão que me persegue!
    Aflita e chorosa a pobre formiguinha pediu ao cão:
    - Oh, cão, tu que és tão forte, que persegues o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho...
     E o cão, que ia correndo atrás de uma raposa, respondeu sem parar:

    - Mais forte do que eu é o homem que me bate! Já quase sem forças, sentindo o coração gelado de frio, a formiguinha implorou ao homem:

    - Oh, homem, tu que és tão forte, que bates no cão, que persegue o gato,que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho...
E o homem, sempre preocupado com seu trabalho, respondeu apenas:
     -Mais forte do que eu é a morte que me mata!
Trêmula de medo, olhando a morte que se aproximava, a pobre formiguinha suplicou:
    - Oh, morte, tu que és tão forte, que matas o homem, que bate no cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho...
E a morte, impassível, respondeu:
    - Mais forte do que eu é Deus que me governa!
     Quase morrendo, a formiguinha rezou baixinho:
     - Meu Deus, tu que és tao forte,que governas a morte, que mata o homem, que bate no cão, que persegue o gato, que come o rato que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende  meu pezinho...
     - E Deus, então que ouve todas as preces, sorriu.
     Estendeu a mão por cima das montanhas e ordenou que viesse a primavera!
     No mesmo instante, no seu carro vermelho de veludo e ouro, a primavera desceu sobre a Terra, enchendo de flores os campos, enchendo de luz os caminhos!
          Recontado por João de Barro (Braguinha)

Conclusão Pessoal:
   Nós, os humanos, precisamos entender que dentre todos os seres que conhecemos, somente Deus é a sapiência, onipotente, onipresente. Tudo sabe, tudo pode, tudo resolve, mas sempre através de um dos seres de sua Criação.
   Na história acima Ele delegou à Primavera a solução do problema que tanto afligia a formiguinha.
                                             (Sônia Lúcia)

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