segunda-feira, 2 de julho de 2018

ABELHINHA FLOR (Continuação)


Nossa amiga ABELHINHA FLOR
depois de tanto apanhar,
não quis mais sentir dor,
para não ter que chorar.

Já não era tão menina
queria o  dom aproveitar.
Resultado de imagem para uma abelhinhaEra muito adrenalina.
Acharia os besouros para tudo acertar.

Lembram? Queria ser artista
e como abelha  inovar,
mas longe fazer novela, ser humorista...
Queria mesmo cantar!

Encontrando seus amigos,
passou logo a prosear
saindo do seu castigo
até uma banda formar.

Feliz da vida ficou.
Procurou também casar
e até poetisa virou. 

       Autoria e postagem de Sônia Lúcia 

OBSERVAÇÕES:

Lembram da Abelhinha Flor homenageada por uma história-poema em 13/11/2017?
Prossigo a homenagem através da continuidade no poema acima.

Imagem do Google, simplesmente para ilustrar a postagem no blog. Espero ordem para sua exclusão, caso assim o desejarem.

terça-feira, 19 de junho de 2018

A FAMÍLIA DAS RAPOSAS

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  Certa raposa vivia solitária na jaula de um zoológico, se recuperando física e moralmente, após sofrer o ataque de uns caçadores, que mais pareciam selvagens do que os próprios selvagens da floresta onde vivia. Ali recebeu o nome de Fifi, a Raposinha.
  Meses depois, o mesmo aconteceu em outra floresta - nos EUA, com uma espécie macho ( longe daquela floresta onde vivia  a nossa primeira personagem).
   A recém-chegada raposa foi apelidada de Fado. Após ter sido tratada com todo o carinho e rigor que seu caso requereu, no entanto, a equipe do zoológico conseguiu curá-la. Passando a ser feita uma preparação especial para colocar os dois animais na mesma jaula. Mais um tempinho precisou ser investido e ele não demorou  um mês para que já fosse possível unirem o casal.
   Um ano depois Fado e Fifi acasalaram e deram a luz a uma fofinha por nome Fetiche.
   Estavam então, felizes. Brincavam cheio de ternura, os três,  mas com muito rigor familiar. 
  Já se pensava em aumentar a família da espécie, trazendo aos poucos raposas que foram resgatadas de maus-tratos em diferentes lugares. E com bastante sutileza, ampliaram a jaula existente. E como se fosse quartos em anexos iam habitando novas moradoras; de acordo com o temperamento observado em cada animal.
   A grande família de raposas foi formada lentamente, a partir daí, até que o local fosse sofrendo mudanças extraordinárias, ao ponto de não darem mais conta de "batizarem" cada morador ou moradora que chegava, e transformarem o velho zoológico em abrigo/reserva para aqueles animais, sofridos no seu passado, em seu próprio habitat, muitos pela maldade humana.
  - As outras espécies animais? Ah! Esses ganharam um novo e bonito zoológico. E saindo de pouquinho em pouquinho, foram se adaptando a uma nova morada.
Findo então a história iniciada com Fifi a Raposinha Solitária, a família cresceu e prosperou grandemente.


Conclusão:
E então amigos, gostaram da inusitada historinha da família: Fado, Fifi e Fetiche? Mas com tanto amor, desconfio que procriaram outros "rapozinhos" e "rapozinhas" F... ... ...

EU:
   Mais uma vez quero deixar esclarecido que esta obra surgiu do meu interior, acredito mesmo que vindo do Alto, pois, normalmente a inspiração surge sem qualquer  preparação de alguma ou leitura prévia, visão ambiental ou fato ocorrido, que traga algo parecido, seja nos nomes dos personagens, no desenvolvimento do texto ou nas tramas que ele contém, que o qualifique ter sido plagiado
   Saibam pois, que vai surgindo e passando: da mente para a tela, parecendo do nada. Em todo o processo de construção eu vou e volto (gastaria muita borracha, caneta e papel se fosse manualmente escrito), construir/desconstruir, fazendo e refazendo continuamente. Tarefa mui trabalhosa, porém muito mais prazerosa, na base do "ensaio e erro". Pesquisando espécies, lugares, vocabulário e algumas vezes, crio neologismos para aquele momento textual. 
   Saibam também que desconsidero que a Redação (tenha como regra literária rígida? ) não deva fugir da norma: Princípio, Meio e Fim. Aliás, na maioria dos meus textos criativos, tudo o que é interessante e oportuno para meu assunto e contexto, vai aparecendo como mágica: num fazer, revisar inúmeras vezes, apagar e reescrever constante (como disse acima). Nunca sei como vai ser o fim. E de repente, já mentalmente cansada surge como luz, um "estalo" no final:"heureca". E ele é sempre FELIZ para mim e dentro dos meus princípios, como pessoa, o que passo para mim como autora.
   Deixo claro também o meu ecletismo. Copiar, tudo igual não condiz muito comigo. Gosto mesmo é de ter trabalho, criar, inventar, inovar. Por isso, convido você, amigo se pensar desse jeito que penso:
    VENHA FAZER PARCERIA COMIGO! ESTOU LHE ESPERANDO!

Agradeço a Deus que me propiciou esse dom, o qual abraço com todo carinho, dedicação e respeito.E como encerramento, não preciso dizer deste grande Amor que amanhece, vive, dorme comigo e com certeza comigo irá morrer, uma vez que comigo nasceu.

                                                  Autora textual:   Sônia Lúcia

NOTA importante:
A imagem foi copiada do Google apenas para fins ILUSTRATIVOS do texto enquanto o mesmo estiver no blog, sem  interesse algum lucrativo. Podendo ser removida a qualquer instante (seja por solicitação do autor da imagem ou quando o texto for retirado do blog).
Caso o autor da imagem opte por sua retirada imediata, encontro-me a sua inteira disposição para cumprir tal exigência. 
                                    OBRIGADA,
                              Sônia Lúcia

terça-feira, 5 de junho de 2018

A FONTE DE ÁGUAS CRISTALINAS


Imagem relacionada
     Há algum tempo atrás, havia uma linda fonte, aparentemente fora do conhecimento e acesso humano. A água que brotava era límpida feita cristal. 
Ambas viviam juntamente com toda a flora e fauna, tranquilas, e em perfeita harmonia, porém, o som dessas águas era ouvido há muitos pés. A fonte empurrava a água, delicadamente, formando um discreto córrego que engrossava, a medida que ela se distanciava, até dar lugar a uma pequena, mas linda cachoeira.
    que não se sabia, no entanto, é que havia uma equipe de grandes empresários, que sobrevoando de helicóptero, presenciara a sua existência, e assim, demonstrara interesse em beneficiar para eles mesmos a enorme área onde ficava a fonte, quando especulavam por ali.
  Deslumbrando-se com o tamanho daquela reserva natural, resolveram atuar, planejando clandestinamente, um terrível crime ambiental, totalmente desprovidos de sensibilidade, nada enxergando, senão as cifras que o projeto custaria aos seus bolsos.
  Durante dias e dias, planejaram às escondidas. Até que, em menos de dois anos, estavam prontos para o ataque do investimento e iniciar a obra idealizada...
    Enquanto tudo isso acontecia, os animais se preocupavam com sua sobrevivência e conversavam entre si. Os mais sensíveis, suspiravam e até choravam dizendo assim:
    - O que será de nós?
    - Somos os cuidadores desta floresta para que a todos nunca falte  o suprimento para a vida do Planeta.
    E os mais sensíveis  até choravam.
    As mamães diziam: - O que será de nossos filhotes?
   Aproximava-se  o dia da “benfeitoria”. Aterrariam a fonte, tão útil e querida por todos. Estavam os bichos  muito tristes, foi então que D. Coruja, unindo-se a D. Águia, resolveram fazer uma reunião com aquele "povo" dali, a fim de tomar uma decisão a partir da seguinte ideia: atacariam a equipe, em legítima defesa e em favor de todos.
    Escolheram um dia calmo para a reunião. Domingo talvez. Compareceram animais de toda espécie e de todas as  partes. E a ideia lançada por D. Coruja e D. Águia, uma vez exposta,  foi aceita por unanimidade:
     Eis a exposição detalhada das duas aves: - Os animais de grande porte ficariam, durante o ataque, escondidos nos arbustos, a espreita de alguma reação mais violenta dos homens.  As aves como corujas e águias soltariam seus sons estridentes, sobrevoando na cabeça dos invasores e uma grande quantidade de insetos voadores e não voadores os atacariam. Tudo isso aconteceria, por ocasião da violência daquela equipe; enquanto isso, animais, como camelos e girafas fariam a vigilância em rodízio ficando, portanto, de sobreaviso...
      Tudo preparado de ambos os lados, e nada acontecia! eis que algo inusitado surgiu sem que eles soubessem. A Secretaria do Meio Ambiente descobriu os planos daquela equipe, e tomou as medidas cabíveis ao caso.
     E em resumo: até hoje os animais estão lá, a postos aguardando e prontos para atacar a quem tiver a ousadia de destruir a Fonte que enriquece o seu habitat.

             Postagem e Autoria de: Sônia Lúcia

           Comentários da Autora:


   * Essa historinha que você acabou de ler é de minha inteira criatividade e com a qual procurei fazer uma pequena homenagem à Natureza no "Dia do Meio Ambiente" - supostamente por alguns, nesta data: 05 de junho. Espero receber sugestões, estando pronta para aceitar parceria para outras histórias. Entre em contato, caso esteja interessado(a). Para mim será um grande prazer. Aguardo você!
  * NÃO será permitido a REPRODUÇÃO da obra presente sem a devida identificação da autora.
                                                  OBRIGADA!!!

Agradecimentos à Fonte da imagem: Google
    

quinta-feira, 17 de maio de 2018

"AS FOTOS"

Imagem relacionada  
  "Uma menininha, diariamente, vai e volta andando para a sua escola. Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando, ela seguiu seu caminho habitual.
   Com o passar do tempo, os ventos aumentaram e junto veio a tempestade. A mãe estava muito assustada com os raios e trovões e, cada vez mais preocupada, resolveu pegar seu carro e se dirigiu em direção à escola.
   Logo ela avistou sua filha andando, mas a cada relâmpago, a criança amedrontada olhava para cima e sorria.
   Mais outro trovão e, após cada um, ela sempre parava, olhava para cima e sorria!
  Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe foi logo perguntando:
    - O que você estava fazendo?
    A garotinha respondeu:
    - Sorrindo! Deus não pára de tirar fotos minhas!!
Imagem relacionada            Desconheço o AUTOR.
           Postagem de Sônia Lúcia


                  Desconheço o autor
              Postagem de Sônia Lúcia

   Minhas Conclusões  Pessoais: 


 * A ingenuidade infantil não permitiu que a garotinha percebesse o perigo iminente que lhe ocorria naqueles instantes;
  * A menininha nem sequer pensou que algo de ruim lhe pudesse acontecer, mas confiou em Deus plenamente; o que nem sempre acontece às pessoas adultas;
  *  Infelizmente, certos homens têm como falta de sabedoria e bom senso, passar para os  pequenos: tristeza, medo insegurança e falta de fé. 
                                              Sônia Lúcia

Imagens do Google
                                           


                        

segunda-feira, 14 de maio de 2018

"OS TRÊS SAMURAIS"

Resultado de imagem para os tres samurais   "Os três samurais discutiam qual deles era mais hábil com a espada, ou melhor: dois discutiam, porque o terceiro, baixinho e mirrado, não dizia nada. Foi então que um deles, ao ver uma borboleta voando por ali deu um salto, já de espada na mão, e com um grito e um só golpe cortou a borboleta ao meio.
   Embainhou a espada e ia se sentando, todo orgulhoso, quando o segundo, antes que os outros tivessem tempo de olhar, cortou as moscas em pleno ar.
                
  Aí ficaram olhando para o baixinho, que não dizia nada.             Então apareceu um pernilongo voando. O baixinho deu um salto e - zapt! - com a espada. O pernilongo continuou voando.     Os outros dois samurais começaram a olhar para ele. E ele nada. Aí um deles não aguentou e disse:
   - O pernilongo continua voando...
   - Voando continua - respondeu o samurai. - Mas nunca mais terá filho".
                    Desconheço o autor.
                    Postagem por Sônia Lúcia

CONCLUSÕES PESSOAIS:
- Com tais amigos, ninguém necessita de inimigos, tais são suas habilidades com uma arma (espada) nas mãos.
- Na mente humana não há limite para a sabedoria, ainda que seja para praticar o mal.
- O fundo do mar, o coração e o cérebro do ser humano são como o infinito, possui a capacidade de ser insondável e incomensurável.  

Imagem do Google

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A GATA MEYRE E O CÃO FREDDY


      
      Aconteceu em uma cidade pequena do interior...
   Era um cão e uma gata vizinhos que viviam aos turros. Freddy era um vira-lata franzino, metido a valente por ter ares de Pittibul. - Se achava... pensa?!  Criado desde muito pequenino por D. Frederica, que colocou-lhe um nome que parecesse com o dela. Conforme dizia, tinha origem estrangeira (e cada vez citava ter nascido em um país diferente).
   Muito amiga da vizinha ao lado de sua casa, D. Frederica  incentivou D. Maria, a fazer o mesmo, ou seja, colocar o nome de Meyre em sua enorme gata, uma sapeca, que quase dobrava ao peso do cão quando se aborrecia. Era teimosa como o quê  e, detestava o Freddy, ambos só se uniam na boa, em dia de vacina dos animais. Quando pela cerca do quintal que os separava, parecia conversarem nas vésperas da vacina.  Afora este dia, brigavam como cão e gato conforme a velha tradição brasileira. 
   De segunda a sexta feira, após a sesta do almoço, as duas amigas sentavam-se cada uma em seu quintal próximo à cerca, tecendo crochê, e os bichinhos ali estavam também se agredindo um ao outro, fazendo com que, cada uma por sua vez interrompesse o trabalho para tirar os brigões de cena. Nos finais de semana, pela manhã iam à feira juntas, e a noite, à igreja da qual eram devotas.
Resultado de imagem para cães e gatos   Os filhotes? Ah! Estes já eram disciplinados pelas donas , a ficarem em seus cantos, descansando da semana agitada que tiveram.
   Certa noite, quando todos se recolhiam em suas casas para dormirem, ouviram um barulho... Gritos pedindo socorro!!! Eram rumores  de pessoas correndo atrás de ladrões que acabaram de assaltar alguém na outra rua. 
   Orelhas a postos, Freddy observava e já começava a entender que precisava reagir perante o que acontecia, já que, naquele quarteirão ele era o único cachorro acasalado. Mas o que surpreendia D. Maria era sua gatona, a Meyre. Ao invés de medo, estava toda ouriçada e olhos esbugalhados, pronta para o ataque que a ela não competia... Perseguidos pelos moradores, os vilões, sem querer, largaram suas armas (facões e paus). Um deles, invadiu por uma janela entreaberta, a casa de D. Frederica e o outro pulou a cerca e se escondeu em uns arbustos do quintal de D Maria, e os bichinhos endoidavam! O magrelinho, sem dó, abocanhou o calcanhar de um cara, louro e magro que nem ele, deixando-o no chão, gritando de dor! Ao lado, a gatona avançou sobre o comparsa, arranhando-o todo! Já tendo sido acionada, a polícia chegou, silenciosa, mas o barulho de Freddy e Meyre e os gritos de dor dos larápios indicavam os lugares onde estavam. Sem esforço algum, os policiais os prenderam, levando-os algemados à delegacia. 
   Paparicados por toda a vizinhança, no dia seguinte, o delegado foi conhecer os valentões que foram condecorados, juntamente com suas donas. 
   Mais felizes que antes, pela união que se estabelecera naquela comunidade, passaram a viver todos ali, uma vez que a felicidade é um sentimento contagioso quando as partes se conectam com afinidade, sinceridade e amor.
                      Postado pela autora: Sônia Lúcia
      Obs:
      Todos os Direitos reservados à autora.
   
  Imagem do Google.

domingo, 22 de abril de 2018

"O ASTRÔNOMO"


                                                     Imagem relacionada
"Um astrônomo* tinha o hábito de sair todas as noites para apreciar os astros. Certa noite, vagando pelos arredores totalmente absorvido na contemplação do céu, caiu em um poço. Como se lamentasse e gritasse, um transeunte ouviu seus gemidos, aproximou-se e, ao saber do ocorrido, disse-lhe: "Oh! amigo, tentando ver o que há no céu, tu não vês o que está sobre a terra?".

MORAL:
            "Poderia ser aplicada essa fábula àqueles que se vangloriam de fatos extraordinários, mas são incapazes de se conduzir nas coisas comuns da vida."

NOTA:
         * "O termo "astrólogos" utilizado no texto original, foi aqui traduzido por "astrônomo", diferentemente de La Fontaine. Até o século IV a.C., "astrólogo", em grego, significou "astrônomo". Foi Epicuro quem criou o termo "astrólogo" mas não no sentido moderno."  

FONTE: 
            Fábulas - Esopo...

POSTAGEM:
                de Sônia Lúcia  
                                                                      Imagem do Google