terça-feira, 5 de junho de 2018

A FONTE DE ÁGUAS CRISTALINAS


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     Há algum tempo atrás, havia uma linda fonte, aparentemente fora do conhecimento e acesso humano. A água que brotava era límpida feita cristal. 
Ambas viviam juntamente com toda a flora e fauna, tranquilas, e em perfeita harmonia, porém, o som dessas águas era ouvido há muitos pés. A fonte empurrava a água, delicadamente, formando um discreto córrego que engrossava, a medida que ela se distanciava, até dar lugar a uma pequena, mas linda cachoeira.
    que não se sabia, no entanto, é que havia uma equipe de grandes empresários, que sobrevoando de helicóptero, presenciara a sua existência, e assim, demonstrara interesse em beneficiar para eles mesmos a enorme área onde ficava a fonte, quando especulavam por ali.
  Deslumbrando-se com o tamanho daquela reserva natural, resolveram atuar, planejando clandestinamente, um terrível crime ambiental, totalmente desprovidos de sensibilidade, nada enxergando, senão as cifras que o projeto custaria aos seus bolsos.
  Durante dias e dias, planejaram às escondidas. Até que, em menos de dois anos, estavam prontos para o ataque do investimento e iniciar a obra idealizada...
    Enquanto tudo isso acontecia, os animais se preocupavam com sua sobrevivência e conversavam entre si. Os mais sensíveis, suspiravam e até choravam dizendo assim:
    - O que será de nós?
    - Somos os cuidadores desta floresta para que a todos nunca falte  o suprimento para a vida do Planeta.
    E os mais sensíveis  até choravam.
    As mamães diziam: - O que será de nossos filhotes?
   Aproximava-se  o dia da “benfeitoria”. Aterrariam a fonte, tão útil e querida por todos. Estavam os bichos  muito tristes, foi então que D. Coruja, unindo-se a D. Águia, resolveram fazer uma reunião com aquele "povo" dali, a fim de tomar uma decisão a partir da seguinte ideia: atacariam a equipe, em legítima defesa e em favor de todos.
    Escolheram um dia calmo para a reunião. Domingo talvez. Compareceram animais de toda espécie e de todas as  partes. E a ideia lançada por D. Coruja e D. Águia, uma vez exposta,  foi aceita por unanimidade:
     Eis a exposição detalhada das duas aves: - Os animais de grande porte ficariam, durante o ataque, escondidos nos arbustos, a espreita de alguma reação mais violenta dos homens.  As aves como corujas e águias soltariam seus sons estridentes, sobrevoando na cabeça dos invasores e uma grande quantidade de insetos voadores e não voadores os atacariam. Tudo isso aconteceria, por ocasião da violência daquela equipe; enquanto isso, animais, como camelos e girafas fariam a vigilância em rodízio ficando, portanto, de sobreaviso...
      Tudo preparado de ambos os lados, e nada acontecia! eis que algo inusitado surgiu sem que eles soubessem. A Secretaria do Meio Ambiente descobriu os planos daquela equipe, e tomou as medidas cabíveis ao caso.
     E em resumo: até hoje os animais estão lá, a postos aguardando e prontos para atacar a quem tiver a ousadia de destruir a Fonte que enriquece o seu habitat.

             Postagem e Autoria de: Sônia Lúcia

           Comentários da Autora:


   * Essa historinha que você acabou de ler é de minha inteira criatividade e com a qual procurei fazer uma pequena homenagem à Natureza no "Dia do Meio Ambiente" - supostamente por alguns, nesta data: 05 de junho. Espero receber sugestões, estando pronta para aceitar parceria para outras histórias. Entre em contato, caso esteja interessado(a). Para mim será um grande prazer. Aguardo você!
  * NÃO será permitido a REPRODUÇÃO da obra presente sem a devida identificação da autora.
                                                  OBRIGADA!!!

Agradecimentos à Fonte da imagem: Google
    

quinta-feira, 17 de maio de 2018

"AS FOTOS"

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  "Uma menininha, diariamente, vai e volta andando para a sua escola. Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando, ela seguiu seu caminho habitual.
   Com o passar do tempo, os ventos aumentaram e junto veio a tempestade. A mãe estava muito assustada com os raios e trovões e, cada vez mais preocupada, resolveu pegar seu carro e se dirigiu em direção à escola.
   Logo ela avistou sua filha andando, mas a cada relâmpago, a criança amedrontada olhava para cima e sorria.
   Mais outro trovão e, após cada um, ela sempre parava, olhava para cima e sorria!
  Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe foi logo perguntando:
    - O que você estava fazendo?
    A garotinha respondeu:
    - Sorrindo! Deus não pára de tirar fotos minhas!!
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           Postagem de Sônia Lúcia


                  Desconheço o autor
              Postagem de Sônia Lúcia

   Minhas Conclusões  Pessoais: 


 * A ingenuidade infantil não permitiu que a garotinha percebesse o perigo iminente que lhe ocorria naqueles instantes;
  * A menininha nem sequer pensou que algo de ruim lhe pudesse acontecer, mas confiou em Deus plenamente; o que nem sempre acontece às pessoas adultas;
  *  Infelizmente, certos homens têm como falta de sabedoria e bom senso, passar para os  pequenos: tristeza, medo insegurança e falta de fé. 
                                              Sônia Lúcia

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

"OS TRÊS SAMURAIS"

Resultado de imagem para os tres samurais   "Os três samurais discutiam qual deles era mais hábil com a espada, ou melhor: dois discutiam, porque o terceiro, baixinho e mirrado, não dizia nada. Foi então que um deles, ao ver uma borboleta voando por ali deu um salto, já de espada na mão, e com um grito e um só golpe cortou a borboleta ao meio.
   Embainhou a espada e ia se sentando, todo orgulhoso, quando o segundo, antes que os outros tivessem tempo de olhar, cortou as moscas em pleno ar.
                
  Aí ficaram olhando para o baixinho, que não dizia nada.             Então apareceu um pernilongo voando. O baixinho deu um salto e - zapt! - com a espada. O pernilongo continuou voando.     Os outros dois samurais começaram a olhar para ele. E ele nada. Aí um deles não aguentou e disse:
   - O pernilongo continua voando...
   - Voando continua - respondeu o samurai. - Mas nunca mais terá filho".
                    Desconheço o autor.
                    Postagem por Sônia Lúcia

CONCLUSÕES PESSOAIS:
- Com tais amigos, ninguém necessita de inimigos, tais são suas habilidades com uma arma (espada) nas mãos.
- Na mente humana não há limite para a sabedoria, ainda que seja para praticar o mal.
- O fundo do mar, o coração e o cérebro do ser humano são como o infinito, possui a capacidade de ser insondável e incomensurável.  

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

A GATA MEYRE E O CÃO FREDDY


      
      Aconteceu em uma cidade pequena do interior...
   Era um cão e uma gata vizinhos que viviam aos turros. Freddy era um vira-lata franzino, metido a valente por ter ares de Pittibul. - Se achava... pensa?!  Criado desde muito pequenino por D. Frederica, que colocou-lhe um nome que parecesse com o dela. Conforme dizia, tinha origem estrangeira (e cada vez citava ter nascido em um país diferente).
   Muito amiga da vizinha ao lado de sua casa, D. Frederica  incentivou D. Maria, a fazer o mesmo, ou seja, colocar o nome de Meyre em sua enorme gata, uma sapeca, que quase dobrava ao peso do cão quando se aborrecia. Era teimosa como o quê  e, detestava o Freddy, ambos só se uniam na boa, em dia de vacina dos animais. Quando pela cerca do quintal que os separava, parecia conversarem nas vésperas da vacina.  Afora este dia, brigavam como cão e gato conforme a velha tradição brasileira. 
   De segunda a sexta feira, após a sesta do almoço, as duas amigas sentavam-se cada uma em seu quintal próximo à cerca, tecendo crochê, e os bichinhos ali estavam também se agredindo um ao outro, fazendo com que, cada uma por sua vez interrompesse o trabalho para tirar os brigões de cena. Nos finais de semana, pela manhã iam à feira juntas, e a noite, à igreja da qual eram devotas.
Resultado de imagem para cães e gatos   Os filhotes? Ah! Estes já eram disciplinados pelas donas , a ficarem em seus cantos, descansando da semana agitada que tiveram.
   Certa noite, quando todos se recolhiam em suas casas para dormirem, ouviram um barulho... Gritos pedindo socorro!!! Eram rumores  de pessoas correndo atrás de ladrões que acabaram de assaltar alguém na outra rua. 
   Orelhas a postos, Freddy observava e já começava a entender que precisava reagir perante o que acontecia, já que, naquele quarteirão ele era o único cachorro acasalado. Mas o que surpreendia D. Maria era sua gatona, a Meyre. Ao invés de medo, estava toda ouriçada e olhos esbugalhados, pronta para o ataque que a ela não competia... Perseguidos pelos moradores, os vilões, sem querer, largaram suas armas (facões e paus). Um deles, invadiu por uma janela entreaberta, a casa de D. Frederica e o outro pulou a cerca e se escondeu em uns arbustos do quintal de D Maria, e os bichinhos endoidavam! O magrelinho, sem dó, abocanhou o calcanhar de um cara, louro e magro que nem ele, deixando-o no chão, gritando de dor! Ao lado, a gatona avançou sobre o comparsa, arranhando-o todo! Já tendo sido acionada, a polícia chegou, silenciosa, mas o barulho de Freddy e Meyre e os gritos de dor dos larápios indicavam os lugares onde estavam. Sem esforço algum, os policiais os prenderam, levando-os algemados à delegacia. 
   Paparicados por toda a vizinhança, no dia seguinte, o delegado foi conhecer os valentões que foram condecorados, juntamente com suas donas. 
   Mais felizes que antes, pela união que se estabelecera naquela comunidade, passaram a viver todos ali, uma vez que a felicidade é um sentimento contagioso quando as partes se conectam com afinidade, sinceridade e amor.
                      Postado pela autora: Sônia Lúcia
      Obs:
      Todos os Direitos reservados à autora.
   
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domingo, 22 de abril de 2018

"O ASTRÔNOMO"


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"Um astrônomo* tinha o hábito de sair todas as noites para apreciar os astros. Certa noite, vagando pelos arredores totalmente absorvido na contemplação do céu, caiu em um poço. Como se lamentasse e gritasse, um transeunte ouviu seus gemidos, aproximou-se e, ao saber do ocorrido, disse-lhe: "Oh! amigo, tentando ver o que há no céu, tu não vês o que está sobre a terra?".

MORAL:
            "Poderia ser aplicada essa fábula àqueles que se vangloriam de fatos extraordinários, mas são incapazes de se conduzir nas coisas comuns da vida."

NOTA:
         * "O termo "astrólogos" utilizado no texto original, foi aqui traduzido por "astrônomo", diferentemente de La Fontaine. Até o século IV a.C., "astrólogo", em grego, significou "astrônomo". Foi Epicuro quem criou o termo "astrólogo" mas não no sentido moderno."  

FONTE: 
            Fábulas - Esopo...

POSTAGEM:
                de Sônia Lúcia  
                                                                      Imagem do Google

quarta-feira, 18 de abril de 2018

MINHA HOMENAGEM A MONTEIRO LOBATO


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Dia 18 de abril – Nasce Monteiro Lobato. É o dia do Livro Infantil

Monteiro Lobato 
"Foi, sem duvida, um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, especialmente pelas obras infantis e personagens que marcaram a infância de várias gerações. Quem não conhece a Emilia, a Narizinho, o Visconde de Sabugosa e tantos outros personagens antológicos que viviam no "Sítio de Pica-pau Amarelo" e invadiram a imaginação das crianças.

Seu desejo de "fazer livros onde as crianças possam morar" foi realizado, e, seus personagens ficaram íntimos de quase todos os brasileiros que sabem ler. Seus livros foram lidos na infância, mas suas histórias moram na memória de todos nós."
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NOTA: 
Essa é minha pequena e humilde homenagem ao grande escritor de contos infantis. 
Sou sua fã ardorosa e incondicional. Por isso, minha postagem! Meus eternos PARABÉNS!!!
        OBRIGADA por esse legado!
                                                             Postagem de  SÔNIA LÚCIA

FILÓ, A ABELHINHA SONHADORA


Imagem relacionada As cenas dessa estorinha serão narradas e descritas num belíssimo jardim de uma suntuosa mansão. Um verdadeiro palácio, onde viviam lindamente: uma abelhinha, que vamos chamar de Filó e uma borboletinha, de Vivi, que disputavam o amor de uma bela flor. Era a maior e a mais linda do pé! Seu galho mal tinha força para sustentá-la, precisando de muito adubo para não vergar rumo ao solo, pois seu jardineiro ali estava todos os dias incansável nessa missão!  A borboletinha vivia os gostosos momentos que estava com sua deusa, a linda rosa, enquanto a abelhinha Filó, sonhava com um futuro ao longo de uma vida eterna e nisso  o amor das duas para com a flor, se diferenciava grandemente.
   Até que nossa personagem Filó passou a viver em adoração! E zoando o tempo inteiro, foi ficando fraca, irritando todos ali, já preocupados com o desfecho. Porém, a borboletinha Vivi, estava cada vez mais linda, estando solidária com a amiga, chamou-a para uma conversa. E disse assim:
   - "Simpática amiga, você não acha que exagera, pondo-se a essa adoração, dias após dias"?!  
   - "Estou espantada com você! Pois não a ama assim como eu"? - Respondeu Vivi, a abelhinha.
   - "É verdade que a amo, mas de outra maneira! Com algo chamado racionalidade. E com a certeza de quem vai perdê-la um dia, cá na Terra! Pois aqui, nada existe de eterna duração!". Falou Vivi.
   A abelhinha Filó, surpresa, não respondeu. Mas se pondo a chorar, se distanciou, isolando-se pensativa.
   E cada vez mais reluzente, a borboletinha amiga fez um rápido voo para perto da amiga, acariciou-a com suas asinhas multicoloridas dizendo:
   - "Já é noite, e estás cansada! Recolhe-te! Suplica ao nosso Criador as suas Bênçãos! Agradece tudo o que tens e pede a ajuda da qual precisas! Amanhã será um novo dia e terás o discernimento do qual estás necessitando. Vai amiga! E tenha uma noite tranquila!!!
   Cabisbaixa ela foi se recolher, obedecendo então, a companheira.
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   Alguns dias se passaram... 
   A linda flor se despetalou e  feneceu. Seus dias aqui terminaram como previu sua admiradora Vivi. Outro botão de flor, em tom de rosa-choque vinha despontando, substituindo a rosa tão amada; até que, uma vez adulta, tornou-se mais bela ainda! Vivi e Filó já não tão jovens, tornaram-se amigas inseparáveis e confidentes, porém ambas afinadas no seu pensar: voavam sim, mas o pensamento da abelhinha Filó estava sempre aterrizando quando a imaginação subia muito mais além que o seu corpinho do chão.  

                                     Criação e postagem de Sônia Lúcia

OBSERVAÇÕES:
    Solicito ao caríssimo leitor que faça seu comentário de acordo com sua opinião. Ele é de suma importância, uma vez que o melhoramento dessas produções, saídas de meu interior, dependem de você.

    * Esta é uma obra, a qual permito sentir-se a vontade para copiar, distribuir, comentar, curtir  e/ou compartilhar, desde que não a utilize com fins lucrativos, e que seja citada a sua autoria: SÔNIA LÚCIA

   * Imagem do Google

                           MUITO OBRIGADA!