domingo, 22 de abril de 2018

"O ASTRÔNOMO"


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"Um astrônomo* tinha o hábito de sair todas as noites para apreciar os astros. Certa noite, vagando pelos arredores totalmente absorvido na contemplação do céu, caiu em um poço. Como se lamentasse e gritasse, um transeunte ouviu seus gemidos, aproximou-se e, ao saber do ocorrido, disse-lhe: "Oh! amigo, tentando ver o que há no céu, tu não vês o que está sobre a terra?".

MORAL:
            "Poderia ser aplicada essa fábula àqueles que se vangloriam de fatos extraordinários, mas são incapazes de se conduzir nas coisas comuns da vida."

NOTA:
         * "O termo "astrólogos" utilizado no texto original, foi aqui traduzido por "astrônomo", diferentemente de La Fontaine. Até o século IV a.C., "astrólogo", em grego, significou "astrônomo". Foi Epicuro quem criou o termo "astrólogo" mas não no sentido moderno."  

FONTE: 
            Fábulas - Esopo...

POSTAGEM:
                de Sônia Lúcia  
                                                                      Imagem do Google

quarta-feira, 18 de abril de 2018

MINHA HOMENAGEM A MONTEIRO LOBATO


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Dia 18 de abril – Nasce Monteiro Lobato. É o dia do Livro Infantil

Monteiro Lobato 
"Foi, sem duvida, um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, especialmente pelas obras infantis e personagens que marcaram a infância de várias gerações. Quem não conhece a Emilia, a Narizinho, o Visconde de Sabugosa e tantos outros personagens antológicos que viviam no "Sítio de Pica-pau Amarelo" e invadiram a imaginação das crianças.

Seu desejo de "fazer livros onde as crianças possam morar" foi realizado, e, seus personagens ficaram íntimos de quase todos os brasileiros que sabem ler. Seus livros foram lidos na infância, mas suas histórias moram na memória de todos nós."
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NOTA: 
Essa é minha pequena e humilde homenagem ao grande escritor de contos infantis. 
Sou sua fã ardorosa e incondicional. Por isso, minha postagem! Meus eternos PARABÉNS!!!
        OBRIGADA por esse legado!
                                                             Postagem de  SÔNIA LÚCIA

FILÓ, A ABELHINHA SONHADORA


Imagem relacionada As cenas dessa estorinha serão narradas e descritas num belíssimo jardim de uma suntuosa mansão. Um verdadeiro palácio, onde viviam lindamente: uma abelhinha, que vamos chamar de Filó e uma borboletinha, de Vivi, que disputavam o amor de uma bela flor. Era a maior e a mais linda do pé! Seu galho mal tinha força para sustentá-la, precisando de muito adubo para não vergar rumo ao solo, pois seu jardineiro ali estava todos os dias incansável nessa missão!  A borboletinha vivia os gostosos momentos que estava com sua deusa, a linda rosa, enquanto a abelhinha Filó, sonhava com um futuro ao longo de uma vida eterna e nisso  o amor das duas para com a flor, se diferenciava grandemente.
   Até que nossa personagem Filó passou a viver em adoração! E zoando o tempo inteiro, foi ficando fraca, irritando todos ali, já preocupados com o desfecho. Porém, a borboletinha Vivi, estava cada vez mais linda, estando solidária com a amiga, chamou-a para uma conversa. E disse assim:
   - "Simpática amiga, você não acha que exagera, pondo-se a essa adoração, dias após dias"?!  
   - "Estou espantada com você! Pois não a ama assim como eu"? - Respondeu Vivi, a abelhinha.
   - "É verdade que a amo, mas de outra maneira! Com algo chamado racionalidade. E com a certeza de quem vai perdê-la um dia, cá na Terra! Pois aqui, nada existe de eterna duração!". Falou Vivi.
   A abelhinha Filó, surpresa, não respondeu. Mas se pondo a chorar, se distanciou, isolando-se pensativa.
   E cada vez mais reluzente, a borboletinha amiga fez um rápido voo para perto da amiga, acariciou-a com suas asinhas multicoloridas dizendo:
   - "Já é noite, e estás cansada! Recolhe-te! Suplica ao nosso Criador as suas Bênçãos! Agradece tudo o que tens e pede a ajuda da qual precisas! Amanhã será um novo dia e terás o discernimento do qual estás necessitando. Vai amiga! E tenha uma noite tranquila!!!
   Cabisbaixa ela foi se recolher, obedecendo então, a companheira.
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   Alguns dias se passaram... 
   A linda flor se despetalou e  feneceu. Seus dias aqui terminaram como previu sua admiradora Vivi. Outro botão de flor, em tom de rosa-choque vinha despontando, substituindo a rosa tão amada; até que, uma vez adulta, tornou-se mais bela ainda! Vivi e Filó já não tão jovens, tornaram-se amigas inseparáveis e confidentes, porém ambas afinadas no seu pensar: voavam sim, mas o pensamento da abelhinha Filó estava sempre aterrizando quando a imaginação subia muito mais além que o seu corpinho do chão.  

                                     Criação e postagem de Sônia Lúcia

OBSERVAÇÕES:
    Solicito ao caríssimo leitor que faça seu comentário de acordo com sua opinião. Ele é de suma importância, uma vez que o melhoramento dessas produções, saídas de meu interior, dependem de você.

    * Esta é uma obra, a qual permito sentir-se a vontade para copiar, distribuir, comentar, curtir  e/ou compartilhar, desde que não a utilize com fins lucrativos, e que seja citada a sua autoria: SÔNIA LÚCIA

   * Imagem do Google

                           MUITO OBRIGADA!
   

quarta-feira, 28 de março de 2018

UM FILHO DE MENTIRA...

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Conta uma história que "a dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta:
- Seu filho está aqui.
Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez. O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama.
Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras de conforto ao velho homem.
Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo. Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo.
Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas.
A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a lhe dizer palavras de conforto, mas ele a interrompeu...:
- Quem era esse homem?
Assustada, a enfermeira respondeu:
- Eu achei que fosse seu pai!
- Não. Não era meu pai, falou o jovem. Eu nunca o havia visto antes.
- Então, por que você não falou nada quando o anunciei para ele?
- Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui. E como ele estava doente demais para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado. Senti que ele precisava de mim".
                                     Fonte: HISTÓRIAS PARA VIVER FELIZ DE ROSANA BRAGA - Coleção MOTIVAÇÃO / Nº 12
Refere a autora da obra: "desconheço o autor..."

 MORAL da HISTÓRIA: *
 "Muitas vezes estamos próximos de alguém que está visivelmente triste, precisando de ajuda. Não de dinheiro ou de algo material, mas de apoio... Só que a gente fica com medo de se aproximar e ser considerado intrometido. Acreditamos que não temos nada a ver com isso e que o outro pode nos rejeitar. Ainda não entendemos que, na maioria das vezes, não importa de onde vem o acolhimento, porque tudo o que precisamos é nos sentir vivos e vistos! 

DICA! *
 Arrisque mais. Tente ser mais amoroso, no seu jeito de falar, de sorrir, de se aproximar de alguém. Ainda que em silêncio, a gente sabe quando o outro está perto de verdade. Embora estejamos todos muito desconfiados, mas se dispusermos a agir carinhosamente, bem pouco precisaremos mudar para que se cumpra nosso lugar de essencial no mundo!



* Da escritora e palestrante Rosana Braga(adaptado).
   Título Original: "Não importa quem você seja, o mundo precisa de você"!
  Postagem e Título de Sônia Lúcia
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A HISTÓRIA DE UM PAPAGAIO

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Um papagaio chamado Juca vivia feliz em seu poleiro no quintal de D. Judite. Juca era tratado como gente. E vivia a chamar  -"mãe!" para D. Judite e -"mano" para Juvenal, seu filho mais novo.
Certo dia trouxeram de presente para ela, um rouxinol que sempre vivera em cativeiro numa grande gaiola com outras espécies de aves. Sendo acometidos por certa doença, morreram todos os outros, ficando como sobrevivente apenas ele, o rouxinol. Desde então, vivia triste, o coitadinho, parando até de cantar! Mansinho. Passava de mão em mão. D Judite aceitou contente, o belo presente. Apresentou-o ao Juca, que muito desconfiado, só olhava para todos sem emitir nenhuma palavra, nenhum som.
D. Judite passou a se preocupar com o mutismo de seu bichinho, antes tão alegre e falador.
 "- Deus do Céu! Que houve com meu filhinho?" Perguntava-lhe com a mesma voz doce de sempre. Mas ele só olhava assustado. Pouco comia também. O rouxinol, passando o primeiro momento, cantarolava baixinho... Achou melhor levar os dois ao veterinário, que aconselhou um adestrador para  reeducar o Juca, que achava seu comportamento normal, uma vez que, antes sozinho,  reinava na casa onde vivia. E assim fez D. Judite. Como não tinha muito com o que pagar por muitos dias. Após três dias apenas, foi muito bem orientada pelo profissional que lhe passou muitas dicas de atitudes, mas também como dialogar bastante com eles. E começando assim com o papagaio: "- E então meu Juquinha, vamos dar um nome ao seu novo amiguinho? Alguns dias depois, tudo em paz e a senhora, ao perguntar novamente, ele respondeu com sua voz rouca já conhecida por todos: "- Chicooo!

                                           Autora: Sônia Lúcia

                   Conclusão:
    Nessa vida há tempo pra tudo. O que devemos fazer é dosar nossa paciência para a espera do tempo que  se há de precisar. No texto abaixo, um autor que desconheço  faz uma colocação a respeito:
                                                                         
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"O MOSQUITO E O LEÃO"

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   "Um mosquito aproximou-se de um leão e disse: "Nem eu tenho medo de ti, nem tu és mais poderoso do que eu. e tu não concordas, diga-me, de que serve tua força? De arranhares com as garras e de ferires com os dentes? Isso uma mulher que briga com seu marido também faz.. Mas eu sou muito mais forte do que tu. Se queres, vamos ao combate". E tocando sua trombeta, o mosquito o atacou, picando-lhe o focinho à volta das narinas, onde não havia pelos. E o leão feria-se com as suas próprias garras até que, cansado, desistiu do combate. E o mosquito, que vencera o leão, soou sua trombeta. Entoou o hino da vitória e saiu voando. E foi quando embaraçou-se nas teias de uma aranha e, sentindo-se que era devorado, lamentava-se porque, tendo derrotado o mais forte adversário, perecia nas garras de um animal tão vil quanto uma aranha."

CONCLUSÃO: "Muitas vezes o menor de nossos inimigos é o maior deles."

 Fábulas de ESOPO - Martin Claret
 Postado por Sônia Lúcia

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

ERA GLACIAL

   
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 "Durante uma era glacial bem remota, quando parte de nosso Planeta se achava coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram. Indefesos por não se adaptarem às condições do clima hostil.
   Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Bem próximos um do outro, cada qual podendo sentir o calor do corpo do outro. E assim bem juntos, unidos, agasalhavam-se mutuamente. Assim aquecidos, conseguiam enfrentar por mais tempo aquele inverno horrível.
   Vida ingrata, porém... os espinhos de cada um começaram a incomodar, a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor.
   Feridos, magoados e sofridos começaram a afastar-se. Por não suportarem mais os espinhos dos seus semelhantes, eles se dispersaram.
   Novo problema: afastados, separados, começaram a morrer congelados.
   Os que sobreviveram ao frio, voltaram a se aproximar, pouco a pouco. Com jeito e precauções, unidos novamente, mas cada qual conservando uma distância do outro. Mínima, mas suficiente para conviver, sem ferir, para sobreviver sem magoar ou causar danos recíprocos.
   Assim  agindo, eles resistiram à longa era glacial. Apesar do frio e dos problemas, conseguira sobreviver."

"Viver não consiste em respirar, mas em agir; e nada de grandioso se consegue sem uma forte vontade e de uma grande parcela de amor, para podermos superar as dificuldades e as limitações."

"O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades."

CONSIDERAÇÕES de Sônia Lúcia
   Essa fábula nos  trás a deliciosa mensagem que podemos traduzir dizendo que a vida NÃO consiste simplesmente em respirar, comer, dormir, existir, etc. Pois nada de mais nobre conseguiremos sem a união, sem o bem-querer pelo outro. O que nos leva ao mais forte e poderoso dos sentimentos: O AMOR.

Nota Importante:
Caríssimo leitor, esta é uma obra que pode ser copiada, distribuída, exibida, comentada, curtida e compartilhada, desde que seja citada  a sua autoria: Sônia Lúcia
                        Obrigada!