sexta-feira, 19 de abril de 2019

CAUSO DO BASTIÃO

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 Venho cá prosear um causo contado pelo caboclo Bastião nascido em cidade grande, mas circunstâncias da vida fizeram com que se criasse na roça desde que era molequito, enrolado nos panos logo ao nascer, indo lá pro interior no Norte do Brasil. Aí nosso Bastião cresceu taludo e "bunito", afeiçoando-se grandemente pelas coisas do lugar: seus rios, floresta, clima, "custumes" todos dali. E de maneira "arguma" quer sair pras bandas da cidade grande. Como ele fala.
   E como não pode deixar de ser, nosso personagem conhece inúmeros causos que fica sabendo, e até vivenciado por ele mesmo. E entre esses, conta um da Matinta Perera. A lenda mais discutida pelos moradores, divergindo um pouco entre um ou outro contador.
   Vamos então ao "fato"  mais contado por Bastião:
   "- Certa vez, eu inda era pirralhinho saído pouco tempo dos cueiro, mas já começava a olhá minina. E fui engraçar logo da mais linda. A que morava no povoado vizinho. Daí proveitei um domingo, hora da Missa. Minha famia se prontava e eu embromava pra me escondê de todos e não ir. Roupa novinha, cherozo, todinho rrumado saí pra  festa que ia ter lá naquele lugarejo. Ela ia tá lá! Eu sabia! Ninguém me viu sair. Travessei roçado, pequena foresta... e  muito nervoso; tinha que dá certo! 
   Lá, a mina nem me deu bola e eu atrás, pouco discreto, tabulava conversa. Vezes disfaçava. Até inventei ser filhado de um fazendeiro rico: seu Nhonhô. E a mãe dela só me olhando de longe. A princesinha nem ligava pro que eu dizia, só piscava e me cutucava e eu num atentava... Mal sabia eu que o povo dali tinha a mãe dela como D. Matinta. A menininha deu um jeito de se sair sem que eu visse. Percurei, percurei e nada! Lá pelas tantas, vi as horas. Com medo de uma sova, resorvi ir bora, mas a véia já se perparou pra me sustá. Noite de Lua grande, a claridão ajudava a ir ligeiro. De repente vi aquele bicho com asa muito grande e preto, parecido urubuzão; voava bem pertinho da minha cabeça. Piava que nem bicho doido! Tremia todo de medo! Me sujei todinho de lama! Lá se foi roupa nova! Cheguei em casa quando me procuravam. Passei direto por todos. Tremendo que nem varinha verde, e todo sujo e borrado nas carça! E o bicho bateu as asa com força, voando desimbestado pra longe! Notro dia, num falaram notra coisa... Diziam que era um Rasga-mortalha. D. Matinta se transformou no bicho, como d'outras vezes.
   Querem saber do resto? Apanhei uma surra com a roupa borrada e nunca mais vi a mina! Kkkk..."
                                        Autoria de Sônia Lúcia

      OBSERVAÇÃO:

  A história, ou melhor, o "causo" acima, tem a minha autoria em toda a sua totalidade. Não havendo, portanto, cópia de nenhuma obra já existente (completa ou parcial). Tendo como estímulo meu próprio dom e criatividade, cultivados no meu dia-a-dia por toda essa vida.
  Meus agradecimentos aqueles que, de alguma forma, me incentivaram e incentivam hoje, a continuar na persistência de realizar o meu sonho em conseguir meus direitos autorais totalmente legalizados, para assim ser possível a publicação de, pelo menos, um livro meu, lançado no mercado. 
   Obrigada!!!

      NOTA:  


   O conto que acabei de criar tem como principal característica, a linguagem caboclês própria dos "causos" (que são normalmente,  histórias com veracidade duvidosa contadas e recontadas pelo povo). Além de propiciar ao leitor um pouco de humor, a fim de torná-lo mais atraente. 
   É preciso que o caro leitor(a) saiba também, que possuo nesse blog  285 postagens aproximadamente, até a presente data. E dentre elas, 53 histórias, são de minha  total autoria, até hoje publicadas (incluindo: contos fictícios, fábulas, etc. para adultos e/ou crianças). 
 "CAUSO DO BASTIÃO" é a minha primeira criação lendária, também fictícia. Por isso, talvez, possua algumas falhas no que se refere à mistura de dialetos.

      Imagem do Google apenas com fins ilustrativos.

sábado, 30 de março de 2019

O GATO STRESSADO

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Era cair da tarde.
O cãozinho ronronava.
O sol, o casarão invade 
E o gatinho andava e miava.

Stressado, queria brincar
Todos ali dormiam.
E ficou a procurar. 
Até insetos zumbiam.

O que fazer se dormiu
 A manhã de todo o dia.
E a tarde ele se viu
Sem ninguém pra companhia.

E o sol de quente a estalar. 
Ao enxergar o lourinho,
Começou logo a miar:
- Amigo, sai desse cantinho! 

Está no cochilo também?
Já estou a me stressar,
Não encontro mais ninguém!
Vou começar a quebrarrr...!

O cão e o louro assustados acordaram.
Endossaram a confusão. 
No rabo do gato pisaram
E se enroscaram no salão! 

Era tanto miau e au, au!  
Que todos na casa acordaram.
Eles pra rua vararam
Debaixo de vassoura e pau!!!

                           Autora: Sônia Lúcia 



A autora todos os direitos

Imagem do Google com fins ilustrativos


quinta-feira, 28 de março de 2019

"PIRRAÇA DO GRILO"

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"O grilo abriu o canto
Espantou o sono
Do gato que dormia
E foi aquela agonia...

O  gato querendo dormir
O grilo fazendo festa
O resultado que deu
Foi o gato correndo atrás
Mas o grilo se escondeu...

O grilo corria se escondia
E começava a cantar
Irritava o gato
Que já começava a miar...

E foi assim a noite inteira
Um corre daqui
O outro canta de lá
Quem aguenta essa zueira"...

           Autoria: Irá  Rodrigues

      NOTAS:
 Postado por Sônia Lúcia 
 Imagem do GOOGLE para ilustrar.

sexta-feira, 8 de março de 2019

UMA COBRINHA DIFERENTE

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      Certo filhotinho de cobra nasceu diferente dos outros  irmãos  de uma mesma ninhada, por isso, foi logo desprezado por eles e pela mãe. Possuía características físicas de animais domésticos, como orelhas com pelos, e  focinho e olhar meigo de um cão. Língua curta e arredondada. Dormia longe do habitat familiar, e todos se distanciavam dele quando saiam em bando para se alimentar ou mesmo, passear. Por sinal, o bichinho era vegetariano... e decididamente não compartilhava de nenhum dos costumes e instintos nocivos ou maldades de sua espécie. Certa ocasião foi descoberto pela mãe, retirando todo o veneno contido na boca dos irmãos para enterrar  com a ajuda de um galho. Em outra, evitou que atacassem uma coelha e seus filhotes que dormiam tranquilamente; também  espantou uma criança que quase levou uma picada de um deles. 
   Enfim, não há explicações científicas pelos biólogos ou estudiosos  da medicina veterinária  para  desproporcional diferença, a não ser um belíssimo equívoco da  Mãe Natureza e a conclusão de que, mesmo nas famílias mais problemáticas, Deus com sua Sabedoria e "estranha" maneira de agir , coloca Sua "mão" Divina sobre alguma de  suas criaturas desse Planeta que por alguma causa somente Ele tem a explicação.
                                         Postagem e autoria de Sônia Lúcia

NOTAS:

Imagem do Google apenas para ilustrar.

O PASSARINHO E A COBRA

  
Resultado de imagem para professora e alunos Uma professora passou um trabalho experimental, em forma de gincana para 6 alunos (10 e 12 anos) de sua classe, dividindo-os em 2 equipes de 3 alunos cada. E numa lista de 10 animais, deveriam escolher 1 para ser o personagem de cada história. Ganharia a equipe que apresentasse mais talentos como virtudes aos animais escolhidos e criatividade.
 A equipe A escolheu o PASSARINHO e a equipe B,  a COBRA. Quis saber a professora o porque das escolhas ao final da apresentação de seus alunos.
   A equipe A atribuiu a sua história o título de Passarinho Guardião. Vivia este tristonho, até procurar uma causa para tamanha depressão e pôs-se a procura de exemplos em sua própria espécie, para reagir à depressão... que seriam: a solidariedade, a alegria e o companheirismo. Eis os exemplos que encontrou: entre alguns passarinhos em bando, um deles sofreu um acidente na rede elétrica e o pobre foi electrificado, quando, um deles percebeu o acidente (possivelmente, o pássaro mais chegado), não deixou ninguém chegar perto para tirá-lo  da pista de carros, cena esta, incomum de SOLIDARIEDADE, condoeu  todos os presentes. 
   Em outra cena, certa senhora, tinha no beiral da janela dO filho deficiente, flores multicoloridas, onde nas manhãs primaveris via-se um colibri azul e amarelo todos os dias que a cantar alegremente tirava sorrisos de satisfação da criança citada. Eis então, a ALEGRIA, observada pela família.
   Como terceiro exemplo, em uma reserva natural particular, certo pássaro demonstrava claramente, sua tendência de sempre estar procurando companhias em diferentes bandos, percebendo-se aí, então
o COMPANHEIRISMO.
    A Benevolência da Cobra foi a escolha do título da equipe B. Narrando então, atitudes deste mesmo animal, como: agilidade, evolução, bondade.
   Vamos aos exemplos: Situava-se em um bando, certa cobra-mãe, com ares um pouco diferente das demais, quando aproximou-se um inimigo de sua espécie, mais que de repente, de forma serelepe, acordou toda sua ninhada, salvando-a do perigo. A AGILIDADE foi aí detectada.
    Certa cobra, já idosa, conta outro exemplo, doente e desprezada por todo seu bando, sentiu-se cansada de fazer maldades e levar pancadas do homem, doente, sem que tivesse morrido, pôs-se a viver tal qual um ser inofensivo, fugindo dos ataques os quais antes fora portadora. Observando aí a EVOLUÇÃO.
   Certo filhotinho de cobra nasceu diferente dos outros 7 irmãos  de uma mesma ninhada, por isso, foi logo desprezado pela mãe. Possuía características físicas de animais domésticos, como orelhas de coelho, focinho, língua curta e arredondada e o olhar meigo de um cão. Dormia longe do habitat familiar e distanciava-se quando saiam em bando para atacar alguém.  Além de não compartilhar de nenhum dos instintos ou maldades da família. Certa ocasião foi descoberto pela mãe, retirando todo o veneno contido na boca dos irmãos para enterrar quando estes dormiam. Em outra, espantou uma criança que quase levou uma picada de um deles... 
   Não há explicações científicas pelos biólogos para tamanha diferença, a não ser um belíssimo equívoco da Mãe Natureza e a conclusão de que, mesmo nas famílias mais problemáticas, Deus com Sua Sabedoria, Bondade e "estranha" maneira de agir, coloca a "mão" Divina sobre algum dos elementos ali nascidos e criados. 
    Eis um desafio com características de BONDADE entre os répteis.
    Quanto às escolhas:
    A equipe A , pôs-se desafiadora ao considerar o romantismo de um passarinho e a  equipe B fez-se mais desafiadora ainda ao eleger um animal considerado um dos mais nocivos e temidos pela raça humana.
    E considerando  todos os talentos levantados nos exemplos citados nos animais das 2 equipes, venceu a equipe B, pela criatividade e maior número de talentos.  
                                          
                                         Autoria e postagem de Sônia Lúcia
OBSERVAÇÃO:

Imagem do Google, apenas com fins ilustrativos.
             

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

"O LOBO E O PASTOR" - "O LOBO E O CÃO"

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             O LOBO E O PASTOR

  "Um lobo ia seguindo um rebanho de cordeiros sem atacá-los. De início, o pastor resguardava-se dele, temia-o e vigiava como a um inimigo. Mas, vendo que o lobo o seguia sempre sem fazer a menor tentativa de atacar, o pastor começou a acreditar que tinha mais um guarda, do que um inimigo à espreita. E certo dia, precisando ir à cidade, deixou seus cordeiros perto do lobo e partiu. O lobo, vendo que havia chegado sua hora, atirou-se sobre o rebanho e pôs-se a devorá-lo. Na sua volta, o pastor deparou-se com o rebanho destruído,e disse: "O que eu sofro é justo. Como pude eu confiar cordeiros a um lobo?".

MORAL: "Assim é entre os homens: os que confiam a guarda de seus bens a ambiciosos, naturalmente vão perdê-los."

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                     O LOBO E O CÃO
   "Um lobo viu um cão gordo amarrado por uma coleira, e perguntou: "Quem te prendeu e alimentou?". E o cão respondeu: "Um caçador". "Que nenhum de nós" - disse o lobo - "meu amigo, venha a padecer disso, nem de fome, nem de prisão da coleira."  
MORAL:
" A fábula mostra que, na infelicidade, nem mesmo os prazeres do estômago satisfazem."

FONTE:
Fábula -  Esopo (pág.: 119 e 118

NOTAS:
Pesquisa e publicação de SÔNIA LÚCIA

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sábado, 12 de janeiro de 2019

"ANIVERSÁRIO DE BELÉM"

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aniversário de Belém, município do estado do Pará, é comemorado no dia 12 de janeiro, feriado nessa localidade.
Essa é a data da fundação da cidade, o que aconteceu em 1616, e se deve aos portugueses. Para proteger a entrada da Amazônia dos invasores vindos, entre outros, da Inglaterra e da França, a coroa portuguesa mandou construir um forte.
Originalmente chamado de Forte do Presépio, atualmente Forte do Castelo, essa foi a primeira edificação de Belém do Pará e é um dos principais pontos turísticos da cidade.

Como a data é festejada?

Já é tradição festejar o aniversário da capital paraense com um bolo gigante. O bolo é feito há mais de duas décadas por uma panificadora que a cada ano surpreende a população com um novo sabor. Desde crianças a idosos, todos fazem fila logo cedo para conseguir uma fatia do doce.
Em 2017, o bolo tinha 15 metros, uma confecção que contou com cerca de 2000 mil ovos. Mas em 2016, ano em que Belém comemorou os seus 400 anos, o bolo tinha nada menos que 100 metros e precisou de cerca de 3800 ovos para ser feito, além de muita mão de obra.
Ao tradicional bolo se juntam as celebrações religiosas e a entrega de medalhas a pessoas e instituições que tenham contribuído de alguma forma com a cidade brasileira.
Imagem ilustrativa do Google
Pesquisa e postagem de Sônia Lúcia