quinta-feira, 15 de setembro de 2016

UMA ESCOLHA DIFÍCIL

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Uma senhora, elegantemente trajada, comparece a uma casa de menores para buscar uma criança que pretendia adotar.
  - Quero perfilhar! - dizia a dama. - Tomarei todas as providências, mas quero escolher.
  E a diretora começou as apresentações.
  - Esta não - falava a senhora, fitando doce menina de olhos escuros -, é morena demais.
  E analisando uma por uma, continuava as apreciações:
  - Esta não, tem jeito  de serelepe...
  - Este não, tem olhos de gato assustado...
  - Este não, está remelento...
  - Este também não, é um garoto de olhar muito frio.
  - Esta não, é muito anêmica...
  Findo o exame de trinta e dois pequeninos, a senhora perguntou:
  - E os outros? Onde estará a criança que eu busco?
  Então a diretora respondeu com serenidade.
  - Minha irmã, a senhora me perdoe, mas o nosso estoque acabou, e creio que agirá com acerto se procurar a sua encomenda no Céu, pois, nas condições que deseja, penso que somente encontrará a sua criança entre os anjos...

      Retirado da obra espírita "Almas em Desfile" ditado pelo espírito Hilário Silva para Francisco C. Xavier.
      Literatura com algumas adaptações feitas por Sônia Lúcia.

  Imagem do Google

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

"SEU TEMPO"

 Resultado de imagem para UM DIÁLOGO ENTRE PAI E FILHO
"Um menino, com voz tímida e olhar de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho: - Papai! Quanto o Senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde: - Escute aqui, meu filho! Isto nem tua mãe sabe. Não amole! Estou cansado.

Mas, o filho insiste: - Mas, papai, por favor... Diga quanto o Senhor ganha por hora... A reação do pai foi menos severa, e respondeu: - R$3,00 por hora.

- Então, papai, o Senhor pode me emprestar R$1,00? O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu: - Então, esta era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais. Estou cansado!

Já era noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou: - Filho... está dormindo? - Não, papai. Respondeu o sonolento garoto. - Olha, aqui está o dinheiro que me pediu.

- Muito obrigado, papai! Disse o filho, levantando-se e retirando R$2,00 de uma caixinha que estava sob a cama. - Agora já completei! Tenho R$3,00! Poderia me dar agora uma hora de seu tempo?

Se você não tem um filho, pense em alguém que você ama..."


                                        Desconheço o Autor

*REFLETINDO

- Nos dias de hoje, não podemos deixar de responder as poucas perguntas  que os filhos nos fazem, uma vez que o WhatsApp, a TV, a Internet e os amigos são as "criaturas" mais procuradas por eles.

- O incentivo à conversa ou diálogo deve ser resgatado, ainda que isso esteja um pouco aquém dos dias atuais.

- A falta de diálogo é o maior responsável pelos rompimentos familiares existentes atualmente

* Por SÔNIA LÚCIA

Imagem: do Google

domingo, 4 de setembro de 2016

O COMPORTAMENTO DAS FLORES

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  - Mestre, como faço para não me aborrecer? 

  Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. 
  Algumas são indiferentes. 
  Sinto ódio das que são mentirosas. 
  Sofro com as que caluniam.

  - Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

  - Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.

  Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. 
  Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
  Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
  É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. 
  Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. 
  Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. 
  Isso é viver como as flores.


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

HISTÓRIA PARA REFLETIR

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  Um dia um sábio perguntou aos seus discípulos o seguinte:
  Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ?

  Os homens pensaram por alguns momentos ...
  - Porque perdemos a calma, disse um deles, por isso gritamos.

  - Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado ?            Perguntou o sábio. Não é possível falar-lhe em voz baixa? Por que gritas a uma pessoa quando estas aborrecido?

  Os homens deram algumas respostas, mas nenhuma delas satisfazia ao sábio.
  Finalmente ele explicou:

  - Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
  Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se. Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro através desta grande distância.

  Em seguida o sábio perguntou:
  - O que sucede quando duas pessoas se apaixonam? Elas não gritam, mas sim, se falam suavemente, por que? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

 O sábio continuou:
  - Quando se apaixonam acontece mais alguma coisa? Não falam, somente sussurram e ficam mais perto ainda de seu amor. Finalmente não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.

  Então o sábio disse: 

- "QUANDO DISCUTIREM, NÃO DEIXEM QUE SEUS CORAÇÕES SE AFASTEM. NÃO DIGAM PALAVRAS QUE OS DISTANCIEM MAIS. CHEGARÁ UM DIA EM QUE A DISTÂNCIA SERÁ TANTA QUE NÃO MAIS ENCONTRARÃO O CAMINHO DE VOLTA."
                                                             AUTOR DESCONHECIDO
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Imagens do Google
 
 
 
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"AS SONÂMBULAS"

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"Na cidade onde nasci, viviam uma mulher e sua filha; e ambas eram sonâmbulas.
  Uma noite, quando o silêncio envolvia o mundo, a mulher e a filha, caminhando a dormir, encontraram-se no seu jardim, meio velado pela neblina.
  E a mãe falou: "Por fim, minha amiga! Aquela por quem minha juventude foi destroçada, que construiu sua vida sobre as ruínas da minha! Pudesse eu matá-la." 
  E a filha falou: "Ó odiosa mulher, velha e egoísta, que se antepõe dentre mim e meu Eu livre! Que gostaria de fazer de minha vida um eco de sua vida fanada! Quem dera estivesse morta!"
  Nesse momento, um galo cantou, e ambas as mulheres acordaram. A mãe perguntou ternamente: "És tu, querida?" E a filha respondeu ternamente: "Sim, querida."

"Todo grande homem que conheci tinha alguma coisa pequena em sua formação; e era essa coisa pequena que impedia a inatividade ou a loucura ou o suicídio."

        Da obra PARÁBOLAS (GIBRAN KHALIL GIBRAN)- Tradução e Apresentação de MANSOUR CHALLITA (1976)
       
Imagem do Google

domingo, 7 de agosto de 2016

"A SALVAÇÃO INESPERADA - DA FÉ"




"Num país europeu, certa tarde muito chuvosa,um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com muito sentimento, a oração dominical.
O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem atenção e socorro.
Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo.
Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.
O trem fora salvo, milagrosamente.
Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão, um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas à frente de um farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sobre as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-os aos passageiros assombrados, e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali, mesmo, ajoelhou-se, perante o morcego que acabava de morrer, exclamando em alta voz a oração do Pai Nosso.
Quando acabou de orar, grande quietude reinava ali.
Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam também ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial que que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E  até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhando a sublime oração."

  FONTE:
Francisco Cândido Xavier por diversos espíritos da obra "IDEIAS E ILUSTRAÇÕES" (FEB)

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016