São pequenos contos de vários autores coletados ao longo de um tempo que lhe servirá como livro de cabeceira para momentos de reflexão ou mesmo de insônia. Alguns deles não são novidades, porque, no decorrer da vida, já o encontrou nos livros didáticos ou de estórias, ou ainda contados como "causos". Trata-se de uma obra com estorinhas populares e de fácil compreensão que trazem mensagens voltadas para o bem maior, que é o cultivo do amor e da paz.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
O GATO E O MACACO
O gato e o macaco eram animais domésticos. Um dia, o macaco descobriu castanha assando no braseiro e correu a chamar o gato.
- Venha , amigo! Com sua habilidade nas patas, será fácil pegar as castanhas para nós!
O gato, envaidecido, se pôs a tirar as castanhas do braseiro, deixando-as de lado. O macaco ia devorando as castanhas e falando:
- Isso, senhor gato! Muito bem! Pegue agora aquela ali, e essa outra...
O gato, com o pelo chamuscado, ia tirando as castanhas, enquanto o macaco o elogiava e as comia. De repente, voltou a cozinheira, que os enxotou com a vassoura.
O gato e o macaco esconderam-se no quintal. Irritado, o gato falou:
- De que adiantou tanto esforço? Queimei o pelo, sujei as patas e não comi castanha nenhuma!
Ao que o macaco, subindo no alto de uma árvore, respondeu:
- Pois é, amigo gato, Agora você já sabe: O bom-bocado não é para quem o faz, mas para que o come.
Autor: Pedro Malazarte
A sabedoria popular diz que "o mundo é dos espertos", como essa fábula tão bem demonstra. Nessa linha de esperteza o autor conta em algumas das aventuras em suas obras...
terça-feira, 25 de agosto de 2015
FILHO PREDILETO

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe
.
E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.

O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante
daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...
(Erma Bombeck)
Imagens do Google
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
A PANTERA
Uma feroz pantera, sem a devida Licença, fora caçada pelo proprietário de um circo. Não demorou para que a mesma fugisse dali, deixando toda a população da cidade em pânico.
Onde estaria a fera? Ninguém sabia nem tinha ideia. Começou a busca. Todos apreensivos, a procuraram dia e noite, durante três dias! Nada! E o circo com as atividades paradas, nem sequer ensaiaram mais para o primeiro espetáculo ainda!
Foi então que na manhã bem cedo do quarto dia, um menino ia andando devagar, quando viu dois pontos brilhando no escuro de uma pequena mata próximo da escola. Eram os olhos faiscantes da pantera! O menino correu gritando muito assustado!
Crianças e professores se trancaram nas salas de aula. Chamaram a polícia e os domadores do circo, pois seria preciso capturar a pantera sem machucá-la ou matá-la.
Negra, de pelos lustrosos, olhos intensos e brilhantes era um animal de grande porte e beleza, porém quase jazia de fome e sem forças!
Os domadores mostraram-se inteligentes e corajosos. De máscaras, devidamente preparados e armados, após horas de muito trabalho, conseguiram enjaulá-la.
As crianças, das janelas de suas classes, observavam toda a aventura! A cidade parou! Tiveram todos, um verdadeiro espetáculo de circo nunca antes apreciado pelo povo do lugar!
Como conclusão, o proprietário do mesmo, recebera a dura lição, fora multado e o animal, após ser devidamente tratado foi devolvido para seu habitat natural. De nada valendo a sua ambição desmedida que pagou caro pela economia que fizera ao realizar um ato ilicitamente.
(História original de Maria Yvonne A. de Araújo, adaptada por SÔNIA LÚCIA)
Imagem do Google
domingo, 23 de agosto de 2015
A CAUSA DA CHUVA
"Não chovia há muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
- Chove só quando a água cai do telhado do meu galinheiro. Esclareceu a galinha.
- Ora que bobagem. Disse o sapo de dentro da lagoa.
- Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
- Como assim? Disse a lebre.
- Está visto que só chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d'água que têm dentro.
Nesse momento começou a chover.
-Viram? Gritou a galinha.
- O telhado do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva.
- não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando. Disse o sapo.
- Mas como assim? Tornou a lebre.
- Parecem cegos. Não veem que a água cai das folhas das folhas das árvores.
Moral: Todas as opiniões estão erradas..."
(Millôr Fernandes )
Imagem: Google
- Chove só quando a água cai do telhado do meu galinheiro. Esclareceu a galinha.
- Ora que bobagem. Disse o sapo de dentro da lagoa.
- Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
- Como assim? Disse a lebre.
- Está visto que só chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d'água que têm dentro.
Nesse momento começou a chover.
-Viram? Gritou a galinha.
- O telhado do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva.
- não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando. Disse o sapo.
- Mas como assim? Tornou a lebre.
- Parecem cegos. Não veem que a água cai das folhas das folhas das árvores.
Moral: Todas as opiniões estão erradas..."
(Millôr Fernandes )
Imagem: Google
A VERDADE NA MATA

- Você quer apostar como eu saio e dentro de dez minutos volto com um tigre morto?
Disse o outro caçador, blasé:
- Bobagem: no Brasil não tem tigre.
- você leu nos livros, respondeu o primeiro
- E verifiquei na prática, tornou o segundo.
- Pois eu vou sair e voltar com um tigre para desmoralizar a sua teoria e a sua prática, disse o primeiro caçador.
- Vale quinhentas pratas?
O outro caçador disse que valia e o primeiro saiu carregando o seu rifle. O outro ficou fumando cachimbo. Daí a dez minutos um tigrão enorme meteu a cabeça na porta da tenda e gritou, com seu vozeirão:
- Hei velho, você deve quinhentas pratas à viúva do outro.
(Millôr fernandes )
(Fábulas fabulosa, Rio de Janeiro, Nórdica, 1973
Imagem: Google
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
CORAGEM
Autor desconhecido
Imagens: Google
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